Com o passar dos anos, é normal que o smartphone comece a apresentar travamentos, lentidão e uma bateria que não dura quase nada. Alguns aparelhos demoram tanto para abrir um aplicativo que dá tempo de pegar um café e voltar antes de carregar. Nesse momento, surge a dúvida: será que é hora de trocar de celular?
Nem sempre. Em muitos casos, alguns ajustes ou reparos podem melhorar o desempenho e prolongar a vida útil do aparelho por mais um tempo. O principal causador da lentidão é o descompasso entre o software e o hardware. Conforme os aplicativos e o sistema operacional evoluem, eles exigem mais memória e processamento, algo que aparelhos mais antigos nem sempre conseguem acompanhar. No entanto, isso não significa que o celular está condenado.
Limpeza de dados de aplicativos intensos
Aplicativos como WhatsApp e Instagram acumulam muitos arquivos de mídia, como fotos, vídeos e áudios, sobrecarregando o sistema. Felipe Piva, diretor executivo da Trocafy, afirma que a higienização de dados nesses apps é uma das principais soluções para a lentidão. Além disso, desinstalar aplicativos ociosos e restringir processos em segundo plano libera memória RAM e alivia o processador.
Para restringir processos em segundo plano, é necessário acessar as configurações do celular e procurar essa opção na seção de aplicativos. Se a situação estiver crítica, Piva recomenda restaurar o aparelho para as configurações de fábrica. O reset funciona como uma faxina, eliminando arquivos residuais e erros de sistema acumulados. Porém, ele alerta que não é milagroso: se a lentidão for causada pela evolução natural dos apps, o aparelho voltará a ficar lento assim que o usuário baixar tudo novamente.
Verificação e troca da bateria
Outro problema comum em celulares antigos é a perda de capacidade da bateria, quando o aparelho não segura a carga por um dia inteiro ou a recarga parece muito rápida. Luciano Siqueira, técnico e gestor da Luctel, explica que isso costuma ocorrer a partir de dois anos de uso, quando as células da bateria começam a degradar mais rapidamente.
No iPhone, é possível verificar a saúde da bateria diretamente nos ajustes; abaixo de 80%, o desempenho já fica comprometido. No Android, como não há um indicador nativo padrão, o ideal é usar ferramentas de diagnóstico como o AccuBattery para medir a retenção de carga. A troca de bateria pode custar entre R$ 199 e R$ 399 para modelos Android e de R$ 299 a R$ 699 para modelos iOS, segundo Siqueira.
Atualizar ou não o sistema?
Se a desconexão entre software e hardware é a principal causa de lentidão, seria a solução parar de atualizar o sistema? Não é tão simples. Por um lado, as atualizações priorizam segurança e novos recursos, e deixar o celular desatualizado pode implicar riscos de invasões e perda de compatibilidade com novos aplicativos. Por outro, à medida que os aplicativos e o sistema evoluem, eles demandam mais recursos do que o hardware antigo foi projetado para entregar.
Felipe Piva descreve o dilema: manter o sistema antigo para preservar a velocidade ou atualizar para garantir a segurança dos dados, mesmo perdendo um pouco de fluidez. O risco é especialmente alto quando se tem aplicativos de carteira digital e bancos no aparelho, que necessitam de atualizações regulares para combater invasores. No geral, o indicado é manter o celular atualizado para garantir a segurança.
Para quem já decidiu trocar de aparelho, há uma seleção de modelos intermediários com preços entre R$ 2.300 e R$ 4.000, como o JOVI V50 Lite 5G Eclipse 256GB, Moto g86 5G 512GB 24GB, Oppo RENO 13F 5G Grafite 256GB, Samsung Galaxy A56 5G Preto 256GB e Xiaomi Redmi Note 14 Pro 5G.
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