A campanha de vacinação nas escolas, que começou nesta sexta-feira e segue até 30 de abril, tem como objetivo atualizar a imunização de crianças e adolescentes de 9 meses a 15 anos. Em Taguatinga, a 20 quilômetros de Brasília, uma escola aderiu à semana de mobilização nacional. A pequena Pietra de Azevedo, de 11 anos, superou o medo da agulha e destacou a importância do gesto: “Acho que a importância da vacinação é nos manter distante da gripe, de doenças e nos proteger cada vez mais”.
Vacinas oferecidas nas escolas
As unidades de ensino participantes vão oferecer doses contra as seguintes doenças:
- Febre amarela
- Tríplice viral
- Tríplice bacteriana (DTP)
- Meningocócica ACWY
- Covid-19
- HPV
No caso da vacina contra o HPV, há uma novidade: jovens entre 15 e 19 anos que não se imunizaram na idade recomendada também poderão receber as doses. É importante lembrar que os pais ou responsáveis precisam autorizar a vacinação no ambiente escolar.
Cobertura vacinal e o desafio da segunda dose
A cobertura vacinal vem apresentando melhoras no país, mas ainda enfrenta desafios, principalmente no retorno para a segunda dose. Os índices da tríplice viral, por exemplo, subiram de 89% em 2023 para 91% até abril deste ano. No entanto, a evasão entre a primeira e a segunda aplicação preocupa as autoridades de saúde. A meta do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é atingir 95% de cobertura. Por isso, a estratégia de levar os imunizantes até as escolas busca facilitar o acesso de quem está com o esquema atrasado, inclusive com ações aos finais de semana.
Em uma escola em Barueri, na Grande São Paulo, a assistente social Monique Cardoso aproveitou a oportunidade para levar as filhas. “Hoje foi influenza e covid. Elas [tomaram] a segunda dose e ela vai ser a primeira”, contou. Para o supervisor pedagógico Rafael Turci, o ambiente escolar ajuda a desmistificar o medo da injeção. “Tomar vacina na frente dos colegas dá aquele medo de chorar ou sentir dor, mas é divertido, eles entendem, eles gostam”, explica. O estudante Lucas Vítor Fernandes, de 12 anos, confirmou a tranquilidade após o atendimento: “Foi muito relaxante. Só senti uma picadinha”.



