Tangará da Serra decreta emergência em saúde após superlotação crítica da UPA
Tangará da Serra decreta emergência em saúde por superlotação

Tangará da Serra decreta emergência em saúde após superlotação crítica da UPA

A Câmara de Vereadores de Tangará da Serra, localizada a 242 quilômetros de Cuiabá, aprovou nesta segunda-feira, dia 13, mais de R$ 2 milhões em crédito especial para enfrentar uma crise de saúde pública no município. A medida foi tomada logo após a prefeitura decretar situação de emergência na saúde, motivada pela superlotação nas unidades de pronto atendimento devido a um surto de gripe.

Aprovação de projetos e recursos

Durante uma sessão extraordinária, os vereadores aprovaram dois projetos de lei com 12 votos favoráveis de um total de 14, contando com uma ausência. Um dos projetos libera o crédito especial, enquanto o outro amplia o número de vagas temporárias, incluindo a contratação de enfermeiros e médicos plantonistas.

Os recursos serão destinados a ampliar o horário de atendimento em duas unidades de saúde: uma no Jardim Esmeralda e outra na Cohab Tarumã. A expectativa é que os novos profissionais atuem principalmente no período noturno para atender a alta demanda de pacientes.

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Contexto da emergência

Na sexta-feira, dia 10, a prefeitura decretou a situação de emergência após a UPA operar acima da capacidade há mais de três meses. Nos primeiros meses deste ano, foram registrados mais de 20 mil atendimentos, com a taxa de ocupação ultrapassando 100% mesmo com 18 leitos disponíveis. Diariamente, a unidade mantém entre 28 e 32 pacientes internados, alguns de forma improvisada por até 15 dias.

No hospital municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito, os indicadores também são alarmantes. Em março, a taxa geral de ocupação atingiu 84%, com a clínica médica chegando a 98% e a UTI a 95%. A maioria dos casos envolve doenças respiratórias, como pneumonia e bronquiolite, agravadas pelo surto de gripe.

Impacto e medidas imediatas

A superlotação nas unidades de saúde tem pressionado o sistema público, exigindo ações rápidas para evitar o colapso. A contratação temporária de profissionais e a ampliação dos horários de atendimento são vistas como medidas essenciais para aliviar a carga e melhorar o cuidado aos pacientes.

As autoridades locais destacam a necessidade de monitoramento contínuo da situação, com possibilidade de novas intervenções caso a crise persista. A comunidade tem sido alertada sobre a importância de prevenção e cuidados básicos para reduzir a propagação de doenças respiratórias.

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