Pressão alta: doença silenciosa que atinge 28% dos adultos no Brasil
Pressão alta: doença silenciosa atinge 28% dos brasileiros

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma condição crônica que frequentemente não apresenta sintomas evidentes em seus estágios iniciais, progredindo de maneira silenciosa. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 28% dos adultos no Brasil são afetados por essa doença, que representa um dos principais fatores de risco para eventos cardiovasculares graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

O perigo do silêncio

A natureza assintomática da hipertensão é um grande desafio para o diagnóstico precoce. Muitos pacientes só descobrem a condição em fases avançadas, quando os danos já podem ser significativos. Esse atraso no diagnóstico eleva drasticamente o risco de eventos cardiovasculares e lesões em órgãos vitais, como coração, rins e cérebro, conforme esclarece a cardiologista Lilian Carvalheiro, da AMA Especialidades Jardim São Luiz, unidade gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

Fatores de risco e prevenção

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da hipertensão, incluindo predisposição genética, dieta inadequada rica em sódio e ultraprocessados, sedentarismo, sobrepeso, consumo excessivo de álcool e tabagismo. Diante disso, a aferição regular da pressão arterial é a ferramenta mais eficaz para a detecção precoce, mesmo na ausência de sintomas. O tratamento vai além da medicação: a adoção de um estilo de vida saudável e o acompanhamento médico contínuo são pilares fundamentais para avaliar a resposta terapêutica e realizar ajustes necessários.

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Abordagem integrada do CEJAM

Para enfrentar esse desafio de saúde pública, o CEJAM desenvolveu uma linha de cuidados específica para a hipertensão, organizando o acompanhamento do paciente de forma integrada e contínua na Rede de Atenção à Saúde. Esse modelo permite um acompanhamento longitudinal baseado no risco de cada indivíduo, fortalecendo o vínculo entre paciente e equipe de saúde desde o diagnóstico até o controle da doença. Poliana de Lima, gerente da UBS Jardim Coimbra, unidade também administrada pelo CEJAM em parceria com a SMS-SP, destaca que essa abordagem contribui diretamente para a prevenção de complicações e melhoria da qualidade de vida.

Fluxo assistencial

Na prática, o fluxo assistencial abrange a identificação ativa de pacientes, aferição periódica da pressão arterial, consultas médicas e de enfermagem, além de orientações com equipes multiprofissionais. Casos de maior complexidade são encaminhados a especialistas, mas sempre com a Atenção Primária coordenando o cuidado. Esse acompanhamento contribui para a redução de agravos e para a promoção do bem-estar dos pacientes.

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