
Pois é, pessoal. A saúde no Brasil dá mais um passo — desses que a gente fica naquela: será que vai dar certo? A partir de agora, hospitais particulares estão autorizados a abrir suas portas para pacientes do SUS. Não é um favor, mas parte de um acordo regulamentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A ideia, claro, é desafogar a rede pública. Quem nunca ouviu falar de alguém que esperou meses por uma cirurgia ou exame? Pois bem. Agora, quando um hospital privado tiver leitos ociosos ou capacidade subutilizada, poderá destinar parte dela para atendimentos via SUS.
Como é que fica na prática?
Nada é por acaso. A adesão é voluntária — ou seja, cada hospital decide se quer ou não participar. Os valores seguem a tabela do SUS, então não espere que seja um negócio milionário para as empresas. Mas, convenhamos, melhor receber pelo serviço do que deixar o equipamento parado, não?
E os pacientes? Também não é escolha. Quem for direcionado para um hospital privado seguirá na fila única do SUS — ou seja, sem furar a vez de ninguém. A prioridade segue sendo por urgência, gravidade e tempo de espera.
Ah, mas e a qualidade?
Boa pergunta. A ANS garante que todos os estabelecimentos precisam cumprir os mesmos padrões de qualidade — sejam públicos ou privados. O paciente não pagará nada, como manda o figurino do SUS. Tudo custeado com recursos já existentes no sistema.
Não é uma medida isolada. Faz parte de uma estratégia maior para integrar redes e otimizar o que já existe. Afinal, Brasil não é pobre em hospitais — é pobre em gestão, como diria algum especialista por aí.
Claro que há críticas. Alguns temem que a rede privada “selecione” os casos mais simples e deixe os complexos para o poder público. Outros acham que é pouco para resolver um problema crônico. Mas, convenhamos: melhor tentar algo do que cruzar os braços.
O fato é: se der certo, pode ser um alívio e tanto para quem depende exclusivamente do SUS. E no fim das contas, é isso que importa.