Sergipe registra aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026
Sergipe tem aumento de SRAG com casos em crianças e adolescentes

Sergipe enfrenta aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026

O estado de Sergipe está entre as unidades federativas que registraram um aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme revelado pelo Boletim InfoGripe da Fiocruz. Os dados, referentes à semana epidemiológica 8, que abrange o período de 22 a 28 de fevereiro de 2026, indicam um cenário preocupante na saúde pública regional.

Cenário nacional e estadual

Segundo o boletim, esse crescimento é impulsionado principalmente pelo aumento das hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes na faixa etária de 2 a 14 anos. Além disso, o vírus sincicial respiratório (VSR) afeta crianças menores de 2 anos, enquanto a influenza A atinge jovens, adultos e idosos. Com exceção de Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, todos os estados brasileiros sinalizaram crescimento nos casos de SRAG.

Entre os estados, dez estão com nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe. Isso destaca a gravidade da situação em diversas regiões do país.

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Dados epidemiológicos detalhados

Em 2026, já foram notificados 14.370 casos de SRAG em todo o Brasil. Desses, 5.029 (35%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 6.193 (43,1%) foram negativos e pelo menos 2.073 (14,4%) aguardam resultado laboratorial. Esses números refletem a complexidade do monitoramento e a necessidade de ações rápidas.

Em Sergipe, dados da Secretaria do Estado da Saúde (SES) mostram que, entre 4 de janeiro e 28 de fevereiro de 2026, houve 332 casos de SRAG e 5 óbitos. Dos óbitos registrados, 3 são de crianças ou adolescentes, o que evidencia o impacto severo nessa faixa etária.

Distribuição dos vírus respiratórios

Quanto aos casos positivos no estado neste ano, observou-se uma distribuição variada dos vírus: 20% foram de influenza A, 1,7% de influenza B, 13,6% de vírus sincicial respiratório, 40% de rinovírus e 17% de Sars-CoV-2. Essa diversidade de agentes patogênicos complica os esforços de prevenção e tratamento, exigindo estratégias específicas para cada vírus.

O aumento dos casos de SRAG em Sergipe e em outros estados reforça a importância da vigilância epidemiológica contínua e de medidas de saúde pública para proteger a população, especialmente os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.

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