Sergipe registra aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
O estado de Sergipe está entre as unidades federativas que apresentaram aumento nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme dados divulgados no Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As informações referem-se à semana epidemiológica 12, compreendendo o período de 22 a 28 de março.
Estados em situação de alerta, risco ou alto risco
O relatório epidemiológico indica que 17 estados brasileiros encontram-se com nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco. A lista inclui: Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do Distrito Federal.
Capitais com níveis preocupantes da doença
Entre as capitais brasileiras, 14 das 27 também apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco. As cidades são: Aracaju, Boa Vista, Cuiabá, Campo Grande, Fortaleza, Teresina, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Salvador, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro.
Dados epidemiológicos detalhados
Em relação aos casos positivos de SRAG registrados em 2026, a Fiocruz observou a seguinte distribuição viral:
- 27,4% eram de influenza A
- 1,5% de influenza B
- 17,7% de vírus sincicial respiratório
- 45,3% de rinovírus
- 7,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Quanto aos óbitos, a presença desses vírus entre os casos positivos no mesmo período foi:
- 36,9% de influenza A
- 2,5% de influenza B
- 5,9% de vírus sincicial respiratório
- 30% de rinovírus
- 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Os dados reforçam a necessidade de atenção contínua às síndromes respiratórias no país, especialmente em regiões com indicadores elevados.



