Sergipe tem seis cidades em alto risco de infestação do Aedes aegypti, alerta Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe divulgou o segundo Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, revelando uma situação preocupante em diversos municípios. O estudo identificou que seis cidades sergipanas estão em situação de alto risco para a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem causar sérios problemas de saúde pública.
Municípios com índices mais elevados
De acordo com o relatório oficial da SES, os municípios que apresentaram os maiores índices de infestação são:
- Areia Branca: 6,2
- Japoatã: 6,1
- Simão Dias: 6,1
- Tomar do Geru: 5,3
- Itabaiana: 4,8
- Nossa Senhora da Glória: 4,8
Vale destacar que o índice é considerado satisfatório quando está entre 0 e 0,9. A média infestação compreende o intervalo de 1,0 a 3,9, enquanto o alto risco é classificado acima de 4,0, indicando uma presença significativa do mosquito e um potencial elevado para surtos das doenças transmitidas.
Panorama geral no estado
Além das seis cidades que estão em alerta máximo, o levantamento apontou que 45 municípios sergipanos apresentaram médio risco de infestação, e 24 registraram baixo risco. A orientação da Secretaria de Saúde para as localidades com índices baixos ou médios é manter as ações preventivas de forma contínua, para evitar o aumento da infestação nos próximos meses, especialmente com a chegada de períodos mais chuvosos.
Medidas de prevenção recomendadas
A recomendação principal das autoridades de saúde é a eliminação de recipientes que possam acumular água parada, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas e reservatórios abertos. Esses locais são ideais para a reprodução do Aedes aegypti, que se prolifera rapidamente em ambientes com água limpa e parada.
A SES também informou que o uso do carro fumacê continua sendo mantido como uma medida complementar importante, visando atingir o mosquito em sua fase adulta e reduzir a população de insetos nas áreas mais críticas. No entanto, especialistas ressaltam que a ação mais eficaz ainda é a prevenção domiciliar, envolvendo a comunidade no combate aos focos do mosquito.
Sintomas e cuidados médicos essenciais
Pessoas que apresentarem sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulares, manchas vermelhas na pele ou cansaço excessivo devem procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A Secretaria de Saúde faz um alerta crucial sobre os perigos da automedicação, que pode agravar o quadro clínico.
Medicamentos anti-inflamatórios e remédios que contenham ácido acetilsalicílico são expressamente contraindicados para casos suspeitos de dengue, zika ou chikungunya, pois podem aumentar o risco de hemorragias e outras complicações graves. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para um tratamento seguro e eficaz.
As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti representam um desafio constante para a saúde pública, exigindo vigilância contínua e a colaboração de toda a população para controlar a proliferação do mosquito e proteger as comunidades.



