Santos mapeia focos de dengue para reduzir casos em 2025
Santos mapeia focos de larvas da dengue até 20 de janeiro

A Secretaria de Saúde de Santos, cidade do litoral paulista, iniciou um trabalho estratégico para intensificar o combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A ação central é a primeira Avaliação de Densidade Larvária do ano, que vai mapear os bairros com maior concentração de larvas e mosquitos transmissores da dengue.

Levantamento define áreas de risco

O estudo, que segue em campo até o dia 20 de janeiro, percorre diversos bairros da cidade. O objetivo principal é identificar com precisão as regiões com maior risco de proliferação do mosquito, permitindo que as ações de controle sejam direcionadas e mais eficazes. Essas informações são fundamentais para prevenir novos casos de dengue e chikungunya.

Em entrevista à TV Tribuna, o secretário municipal de Saúde, Fábio Lopez, destacou um dado positivo: houve uma redução de 10% nos casos de dengue ao comparar os anos de 2024 e 2025. Para ele, esse resultado é um reflexo da cooperação entre a população e o poder público no enfrentamento ao mosquito.

Dados do ano anterior e planejamento

Os números do ano passado mostram a dimensão do desafio. Segundo a prefeitura, Santos registrou 4.772 casos de dengue e 412 casos de Chikungunya em 2024. O mapeamento em curso não serve apenas para um diagnóstico momentâneo. Conforme explicou Lopez, ele é vital para planejar as ações que serão desenvolvidas ao longo de todo o ano e para definir a escalação dos agentes de combate a endemias que atuarão nos mutirões de limpeza, programados para o final do processo.

Vacinação disponível para adolescentes

Paralelamente ao trabalho de campo, a administração municipal mantém a campanha de vacinação contra a dengue. A imunização é destinada ao público de 10 a 14 anos e ocorre em todas as policlínicas da cidade, de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 16h.

É importante lembrar que o vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes, todos com potencial para causar as formas graves da doença. Embora todas as faixas etárias sejam suscetíveis, idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, têm maior risco de complicações.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre alta acima de 38°C
  • Dores no corpo e nas articulações
  • Dor atrás dos olhos
  • Mal-estar geral e falta de apetite
  • Dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo

A forma grave pode se manifestar com dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. A vigilância constante e a eliminação de criadouros de mosquitos seguem sendo as armas mais eficazes para conter a transmissão.