Rio Grande do Norte registra primeiros casos de Mpox em 2026
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) do Rio Grande do Norte confirmou oficialmente nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, os dois primeiros casos de Mpox no estado para o ano corrente. Os registros ocorreram em pacientes residentes nos municípios de Natal e São Gonçalo do Amarante, ambos localizados na Região Metropolitana da capital potiguar.
Segundo informações detalhadas fornecidas pela pasta estadual, os casos foram identificados e notificados entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março. Felizmente, nenhum dos pacientes diagnosticados necessitou de internação hospitalar, indicando quadros clínicos que puderam ser manejados de forma ambulatorial.
Novo caso suspeito em investigação e histórico recente
Além dos casos já confirmados, a Sesap informou que investiga atualmente um outro caso suspeito da doença, também no município de São Gonçalo do Amarante. A secretaria não divulgou detalhes sobre o estado de saúde deste paciente sob investigação.
O cenário atual contrasta com um episódio ocorrido em fevereiro, quando uma paciente em Mossoró foi isolada durante internação hospitalar devido à suspeita de Mpox. Entretanto, exames laboratoriais posteriores descartaram a presença da doença naquele caso específico.
Contexto nacional e histórico estadual da Mpox
No âmbito nacional, o Ministério da Saúde monitora a Mpox desde 2022, ano em que o Brasil registrou um surto significativo com mais de 10 mil casos confirmados em todo o território. Em 2025, o número total de casos no país caiu para 1.094, demonstrando uma redução considerável.
Analisando especificamente os dados do Rio Grande do Norte, conforme o painel de monitoramento do Ministério da Saúde, o estado apresentou a seguinte evolução:
- 131 casos confirmados em 2022
- 11 casos confirmados em 2023
- 5 casos confirmados em 2024
- 2 casos confirmados em 2025
Os dois casos agora confirmados em 2026 representam as primeiras ocorrências do ano no estado potiguar.
O que é a Mpox e como se transmite?
A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral que se manifesta através de sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e, principalmente, lesões cutâneas que evoluem para bolhas e feridas.
A transmissão ocorre predominantemente através do contato direto com essas lesões de pele, fluidos corporais de pessoas infectadas ou objetos contaminados (como roupas de cama e toalhas). Até o momento, não existe um medicamento antiviral específico para a doença, sendo o tratamento baseado no suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de possíveis complicações.
As autoridades de saúde reforçam a importância das medidas preventivas, especialmente a higiene frequente das mãos e o isolamento de indivíduos com sintomas suspeitos, para conter a propagação do vírus.
