A cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, realizou com sucesso a primeira operação de combate à dengue do ano, apresentando resultados positivos que refletem um avanço nas estratégias de prevenção. A primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026 mostrou uma queda expressiva nos números de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Redução de 45% no Índice Breteau
De acordo com dados divulgados pela prefeitura municipal, o Índice Breteau (IB), que mede a presença de larvas do inseto em recipientes com água parada, caiu de 2,2 em 2025 para 1,2 em 2026. Essa redução de aproximadamente 45% é um indicativo claro do impacto das ações de controle realizadas na cidade. O dado atual significa que, a cada mil imóveis vistoriados, foram encontrados apenas 12 focos do mosquito, um número consideravelmente menor em comparação com períodos anteriores.
Escopo da Operação e Metodologia
A operação abrangeu um total de 17.709 imóveis distribuídos em 3.137 quarteirões, cobrindo todas as 42 áreas urbanas de São José dos Campos. É importante destacar que o levantamento excluiu imóveis desabitados, terrenos baldios, praças e áreas verdes, focando especificamente em locais com presença humana regular. Das 42 áreas analisadas, 25 foram classificadas como satisfatórias, com IB até 0,99, enquanto 17 permanecem em estado de alerta, com índices entre 1 e 3,9. Felizmente, nenhuma área foi enquadrada na categoria de risco, que inclui índices acima de 3,9.
Estratégias de Combate e Tecnologia
A Prefeitura de São José dos Campos enfatiza que a ADL é uma ferramenta fundamental para ajustar e direcionar as estratégias de combate ao mosquito em cada região da cidade. As ações contam com o uso de tecnologias avançadas, como drones para monitoramento de áreas de difícil acesso, carros antidengue para aplicação de inseticidas e tablets utilizados pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE) para registro em tempo real das inspeções.
Toda semana, a operação visita diferentes bairros, recolhendo objetos que possam acumular água e eliminando potenciais criadouros. A prefeitura alerta que os dias mais quentes e chuvosos do verão são especialmente propícios para a proliferação das larvas, tornando a colaboração da população ainda mais crucial.
Papel Fundamental da População
"É fundamental que os moradores redobrem os cuidados dentro de casa, como evitar o uso de pratinhos embaixo das plantas e manter bem tampados os reservatórios e caixas-d'água", destacou a prefeitura em comunicado oficial. A administração municipal também solicita que os cidadãos sejam cordiais com os agentes de endemias, permitindo a entrada para verificação de possíveis criadouros, uma vez que esses profissionais atuam para garantir a saúde coletiva.
Para garantir a segurança e transparência do processo, a prefeitura disponibiliza um sistema de consulta online onde os moradores podem verificar a identificação dos agentes através do nome ou matrícula, acessando o site oficial da administração municipal.
Contexto Histórico e Perspectivas
Em 2025, São José dos Campos registrou 5.611 casos confirmados de dengue e seis óbitos decorrentes da doença, números que reforçam a importância das ações preventivas. A redução no Índice Breteau observada em 2026 sugere que as estratégias implementadas estão surtindo efeito, porém a vigilância deve ser mantida, especialmente considerando que 17 áreas ainda se encontram em estado de alerta.
A tabela detalhada com a Avaliação de Densidade Larvária por bairro, incluindo todas as 42 áreas com seus respectivos índices e classificações, demonstra a abrangência e o detalhamento do trabalho realizado. Áreas como Santana e Vila Machado (área 2) apresentaram IB de 3,20, enquanto outras, como Conjunto Habitacional Dom Pedro I e II (área 30), registraram índice zero, exemplificando a variação local que exige ações específicas e direcionadas.
A continuidade das operações semanais, combinada com a conscientização da população e o uso de tecnologia, parece ser a fórmula que está gerando resultados positivos no combate à dengue em São José dos Campos, servindo como exemplo para outras cidades que enfrentam desafios similares com doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.



