Tragédia na Saúde: Paciente morre após 5 dias esperando vaga de UTI em UPA de Nova Friburgo
Paciente morre após 5 dias esperando UTI em Nova Friburgo

A gente até tenta acreditar que o sistema de saúde vai funcionar quando mais precisamos, mas histórias como essa cortam o coração. Na UPA de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, um paciente de 63 anos acabou morrendo após esperar cinco dias inteiros por uma vaga em terapia intensiva.

Pensa só: cinco dias. Mais de 120 horas agonizando numa maca de emergência, com familiares desesperados pedindo por ajuda que nunca chegou. O homem deu entrada na unidade no último sábado, dia 23 de agosto, com complicações respiratórias graves – algo que, vamos combinar, exigia atenção imediata.

Mas o que ele encontrou? Um sistema à beira do colapso. Profissionais sobrecarregados, leitos insuficientes e aquela angústia silenciosa de quem depende exclusivamente do SUS.

Falta de leitos: uma realidade cruel

Segundo relatos, a equipe médica fez o possível e o impossível para transferi-lo para um hospital com UTI. Ligaram pra todo lado: Município, Estado, até mesmo para unidades particulares. Nada. Nenhum leito livre na região inteira.

Não é exagero – é o retrato de uma crise que se arrasta há anos, mas que poucos parecem dispostos a resolver de verdade.

A família exige respostas

Os parentes do paciente, naturalmente devastados, já entraram com uma ação na Defensoria Pública. Querem responsabilização. Querem saber por que um homem que precisava de cuidados urgentes foi deixado à própria sorte num corredor.

E não, isso não é "apenas mais um caso isolado". Todo mundo conhece alguém que já passou por perrengue similar. A sensação é de abandono.

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Friburgo emitiu uma nota dizendo que "lamenta profundamente o ocorrido" e que está aberta a diálogo com a família. Mas você me desculpe: depois que a pessoa morre, não adianta muito lamentar, não é mesmo?

Enquanto isso, a UPA local – que deveria ser porta de entrada para casos urgentes – vive lotada, sem condições de oferecer o mínimo de dignidade aos pacientes.

É ou não é pra ficar com raiva?