Mulher morre após nadar em piscina de academia na Zona Leste de SP; suspeita é intoxicação por cloro
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de uma mulher que nadou na piscina de uma academia localizada no bairro Parque São Lucas, na Zona Leste da capital paulista. O caso levanta fortes suspeitas de que tenha ocorrido um vazamento ou uso inadequado de cloro no tratamento da água, resultando em uma grave intoxicação química.
Detalhes do caso e vítimas
A vítima fatal foi identificada como a professora Juliana Faustino Bassetto, de apenas 27 anos. De acordo com o boletim de ocorrência, ela passou mal logo após utilizar a piscina da academia no último sábado, dia 7 de fevereiro. Seu marido, que também nadou no mesmo local, encontra-se internado em estado considerado grave em um hospital de Santo André. Além disso, um adolescente permanece hospitalizado, enquanto outras duas pessoas que apresentaram sintomas leves já receberam alta médica após atendimento.
Investigação em andamento
Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sob a responsabilidade do 42º Distrito Policial, situado no Parque São Lucas. A polícia acionou imediatamente a perícia técnica e a Vigilância Sanitária, que realizaram inspeções detalhadas no local da academia. Objetos foram apreendidos para análise e devem ajudar a esclarecer as circunstâncias exatas do ocorrido, conforme destacou a Secretaria.
A principal linha de investigação apura se houve um vazamento de cloro ou algum erro crítico no manuseio da substância utilizada para o tratamento da água da piscina. Testemunhas relataram um odor intenso e característico do produto químico, além de afirmarem que a água apresentava aspecto visual e gosto anormais na ocasião.
Riscos do cloro em altas concentrações
Em situações extremas, o cloro, embora essencial para eliminar microrganismos na água, pode se tornar perigoso. Isso ocorre quando há erros de dosagem, vazamentos ou misturas inadequadas de produtos químicos, transformando o que deveria ser um agente protetor em uma fonte de riscos à saúde.
Em concentrações muito elevadas, o cloro pode causar irritação nos olhos, na pele e, principalmente, nas vias respiratórias. A inalação do produto – especialmente em ambientes fechados ou com pouca ventilação, como é comum em piscinas cobertas – pode desencadear broncoespasmo. Esta é uma contração dos brônquios que dificulta severamente a passagem do ar, podendo evoluir para inflamação pulmonar e, nos casos mais graves, insuficiência respiratória aguda.
Um sinal de alerta importante é o cheiro forte. Ao contrário da crença popular, uma piscina bem tratada não deveria exalar odor intenso. Esse cheiro costuma indicar excesso de produto ou a formação de substâncias irritantes, como as cloraminas. Outro aspecto crucial é que os sintomas de intoxicação nem sempre são imediatos. A pessoa pode sair da piscina aparentemente bem e piorar horas depois, quadro compatível com intoxicações químicas de evolução tardia.
O caso segue sob investigação das autoridades, que buscam determinar as responsabilidades e evitar novos incidentes similares, reforçando a necessidade de rigor nos protocolos de manutenção de piscinas públicas e privadas.



