Mulher declarada morta pelo Samu em Bauru recebe alta após recuperação impressionante
Mulher dada como morta pelo Samu recebe alta em Bauru

Mulher declarada morta pelo Samu em Bauru recebe alta após recuperação impressionante

Uma história de superação e resiliência humana chama a atenção no interior de São Paulo. Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, que foi erroneamente declarada morta pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após um grave acidente de trânsito, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. O caso, que envolveu um erro médico inicial seguido por uma reanimação milagrosa, continua a gerar comoção e investigações sobre os protocolos de atendimento de emergência.

Recuperação e alta responsável

Fernanda Policarpo passou por um longo período de internação no Hospital de Base de Bauru, onde enfrentou um politrauma grave que a manteve na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por oito dias. Após esse período crítico, ela permaneceu em leito de enfermaria até finalmente receber a liberação médica. Ao deixar o hospital, a paciente foi aplaudida pela equipe assistencial e por familiares, em um momento emocionante que viralizou nas redes sociais.

A alta foi realizada através do protocolo conhecido como alta responsável, onde o hospital organiza toda a rede de apoio necessária para a continuidade do tratamento. O Serviço Social da unidade agendou consultas com a Apaw (Associação de Pais e Amigos dos Portadores de Necessidades Especiais) para avaliação multiprofissional, incluindo fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional e psicologia. Além disso, a Emad (Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar) do município foi acionada para garantir a transição do cuidado de forma segura e eficiente.

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O erro inicial e a reanimação

O caso começou no dia 18 de janeiro, quando Fernanda foi atropelada na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru. Uma equipe do Samu chegou ao local e, após avaliação, declarou a vítima como morta, deixando-a na pista para que o Instituto Médico Legal (IML) recolhesse o corpo. No entanto, em um reviravolta surpreendente, cerca de 30 minutos depois, um médico socorrista da concessionária que administra a rodovia percebeu sinais de vida e conseguiu reanimar a jovem.

Fernanda foi então encaminhada em estado grave para o Pronto-Socorro Central de Bauru, uma unidade municipal, e posteriormente transferida para o Hospital de Base, gerenciado pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp). Durante o tratamento, ela precisou ser entubada, sedada e utilizar equipamentos de ventilação mecânica devido à gravidade dos ferimentos múltiplos.

Relato familiar e investigação em andamento

A mãe da vítima, Adriana Roque, relatou o trauma vivido no momento do acidente. "No momento em que vi a minha filha estirada no asfalto, já coberta com aquele papel alumínio, eles falaram para mim que eu não podia chegar perto e que infelizmente minha filha já estava morta. Eu queria ver, mas eles não deixavam", disse Adriana no dia seguinte à internação. Ela ainda questionou as ações da equipe de socorro: "Eu acho que deviam ter feito medidas antes, eles tinham a possibilidade de evitar que ficasse tão grave".

Em resposta ao ocorrido, a prefeitura de Bauru instaurou uma investigação técnica para apurar os fatos relacionados ao atendimento do Samu. Como medida administrativa preventiva, a médica que declarou a morte de Fernanda foi afastada das suas funções até a conclusão da apuração. O caso continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades, que buscam entender as falhas no protocolo de emergência e garantir que situações similares não se repitam.

Impacto e reflexões

A recuperação de Fernanda Policarpo é vista como um verdadeiro milagre pela equipe médica e pelos familiares, destacando a importância de procedimentos rigorosos em situações de emergência. O episódio levanta questões sobre a formação e atuação dos profissionais de saúde em cenários críticos, além de reforçar a necessidade de revisão constante dos métodos de atendimento pré-hospitalar.

Enquanto Fernanda segue sua jornada de reabilitação com o apoio da rede de saúde municipal, o caso permanece como um alerta para os serviços de urgência em todo o país, mostrando como a precisão e a humanização no atendimento podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

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