MS recebe 46 mil doses de vacina contra chikungunya após confirmação de mortes
MS recebe vacina contra chikungunya após mortes confirmadas

MS recebe 46 mil doses de vacina contra chikungunya após confirmação de mortes

Mato Grosso do Sul recebeu um lote de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya, em um momento crítico onde a doença já causou dez mortes confirmadas no estado. A chegada das vacinas ocorre após a confirmação de duas novas mortes pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgada nesta sexta-feira (10), elevando o alerta epidemiológico.

Novas mortes confirmadas em Fátima do Sul e Jardim

As duas mortes mais recentes foram registradas nos municípios de Fátima do Sul e Jardim. Em Fátima do Sul, a vítima foi um homem de 82 anos, com histórico de diabetes e hipertensão, que faleceu na quarta-feira (8). Seus sintomas começaram em 25 de fevereiro, marcando o primeiro óbito pela doença no município.

Em Jardim, foi confirmada a segunda morte pela chikungunya na cidade. A vítima, um homem de 94 anos, que também sofria de hipertensão, diabetes e doença cardíaca, morreu em 4 de março, com sintomas iniciados em 4 de fevereiro.

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Panorama epidemiológico alarmante

Atualmente, Mato Grosso do Sul contabiliza 4.281 casos prováveis e 2.102 confirmados de chikungunya, além das 10 mortes registradas e outras 4 em investigação. A situação é particularmente grave em 16 municípios que apresentam alta incidência da doença, com destaque para:

  • Dourados: 983 casos prováveis
  • Fátima do Sul: 519 casos prováveis
  • Corumbá: 465 casos prováveis
  • Jardim: 321 casos prováveis
  • Amambai: 244 casos prováveis
  • Sete Quedas: 138 casos prováveis
  • Bonito: 129 casos prováveis
  • Costa Rica: 99 casos prováveis
  • Itaporã: 84 casos prováveis
  • Selvíria: 60 casos prováveis
  • Guia Lopes da Laguna: 50 casos prováveis
  • Vicentina: 45 casos prováveis
  • Douradina: 34 casos prováveis
  • Angélica: 34 casos prováveis
  • Paraíso das Águas: 32 casos prováveis
  • Jateí: 13 casos prováveis

Lista completa das mortes registradas

As 10 mortes por chikungunya em Mato Grosso do Sul até o momento incluem:

  1. Mulher, 69 anos (Aldeia Jaguapiru, 26/02)
  2. Homem, 73 anos (Aldeia Jaguapiru, 09/03)
  3. Bebê, 3 meses (Aldeia Bororó, 10/03)
  4. Homem, 72 anos (Bonito, 19/03)
  5. Mulher, 60 anos (Aldeia Jaguapiru, 12/03)
  6. Bebê, 1 mês (Aldeia Jaguapiru, 24/03)
  7. Mulher, 82 anos (Jardim, 23/03)
  8. Homem, 55 anos (Dourados, 03/04)
  9. Homem, 82 anos (Fátima do Sul, 08/04)
  10. Homem, 94 anos (Jardim, 04/03)

Fluxo emergencial para casos graves

Diante do aumento expressivo dos casos, a Secretaria de Estado de Saúde implementou um fluxo emergencial para atendimento de pacientes em estado grave. Esta medida estabelece prazos reduzidos para resposta e prioridade para regiões com maior incidência.

Casos classificados como P1.0 e P1.1, considerados graves ou com risco de piora, devem ter encaminhamento definido em até uma hora após a solicitação. A norma também autoriza o uso da "vaga zero", que permite transferir pacientes em estado crítico mesmo sem leitos disponíveis, garantindo atendimento imediato.

Contexto da doença e prevenção

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e zika. Os sintomas incluem febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e erupções cutâneas. A chegada das 46 mil doses de vacina representa uma estratégia crucial de prevenção em meio à epidemia, visando proteger populações vulneráveis e conter a propagação da doença.

As autoridades de saúde reforçam a importância de medidas de controle do mosquito, como eliminação de criadouros de água parada, uso de repelentes e busca por atendimento médico aos primeiros sinais da doença.

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