Polícia Civil investiga morte de gestante de 19 anos após dores na pelve em Rio Preto
Morte de gestante de 19 anos é investigada pela Polícia Civil em Rio Preto

Polícia Civil de Rio Preto investiga morte de gestante de 19 anos que passou mal em casa

A Polícia Civil de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de uma jovem gestante de 19 anos, encontrada sem vida dentro do banheiro de sua residência na última quinta-feira (12). Vitória Gabrieli Amaral Lima estava grávida de nove meses e esperava sua primeira filha, que já tinha o nome escolhido pela família: Luna. O parto estava previsto para março, mas tanto a mãe quanto o bebê faleceram.

Mãe relata busca por atendimento médico

Em entrevista à TV TEM, a mãe da vítima, Vanessa Aparecida do Amaral, cozinheira, contou que a filha começou a sentir fortes dores na região da pelve na terça-feira (10). Por conta do desconforto, a jovem procurou atendimento na emergência obstétrica da Santa Casa de Rio Preto. "Meu coração está dilacerado. Acabaram comigo. Ela era minha amiga, companheira em tudo", desabafou Vanessa, visivelmente abalada.

Segundo o relato da mãe, Vitória retornou ao hospital na quarta-feira (11) devido à persistência das dores. Nas duas ocasiões, a gestante foi atendida e liberada para voltar para casa, com a orientação de que os sintomas seriam "contrações de treinamento", comuns no final da gestação. No entanto, na manhã de quinta-feira, a situação piorou drasticamente.

Tragédia no banheiro de casa

Vitória passou mal no banheiro da casa localizada no bairro Ana Célia. O corpo foi encontrado pelo marido, com quem mantinha um relacionamento há aproximadamente dois anos. A ocorrência foi registrada como morte suspeita, já que não havia causa imediata ou evidente para o óbito, exigindo uma investigação policial aprofundada.

O corpo da jovem foi encaminhado para o exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML), que deve esclarecer as causas da morte. Enquanto isso, a família clama por justiça e questiona a qualidade do atendimento médico recebido pela gestante.

Acusações de negligência médica

Vanessa Amaral não poupou críticas ao sistema de saúde, afirmando acreditar que houve negligência no atendimento. Ela destacou que a filha fazia o pré-natal regularmente e mantinha uma rotina rigorosa de exames e consultas semanais, já que estava próxima da data do parto.

"Minha filha sempre foi ao médico. Foi em todas as consultas, fez todo o pré-natal certinho. Isso é negligência médica, sim, eles têm que pagar por isso. Era para a minha filha estar internada, era para as duas estarem vivas", lamentou a mãe, acrescentando que a perda da filha e da neta devastou toda a família.

Posicionamento da Santa Casa

Em nota oficial, a Santa Casa de São José do Rio Preto informou que a paciente deu entrada no serviço de emergência obstétrica na quarta-feira. Conforme a instituição, Vitória passou por avaliação clínica completa, exame obstétrico e monitorização materno-fetal durante o atendimento.

Os exames realizados indicaram batimentos cardíacos fetais presentes e sinais vitais maternos dentro da normalidade. O exame obstétrico evidenciou colo uterino fechado, sem sinais clínicos de trabalho de parto naquele momento. A paciente foi medicada para controle da dor, permaneceu em observação e, após reavaliação médica, foi liberada com orientações para retornar imediatamente em caso de piora dos sintomas.

A Santa Casa reforçou que o atendimento foi realizado conforme os protocolos assistenciais adotados pela instituição e que, por respeito à privacidade da paciente, não divulgará outras informações sobre o caso.

Investigação em andamento

A Polícia Civil segue com as investigações para determinar as causas exatas da morte de Vitória Gabrieli Amaral Lima e de sua filha, Luna. O caso chama a atenção para a importância do acompanhamento médico adequado durante a gestação e levanta questões sobre a eficácia dos protocolos de emergência obstétrica em situações de risco.

Enquanto a família aguarda respostas, a comunidade de Rio Preto se mobiliza em apoio, refletindo sobre a fragilidade da vida e a necessidade de garantir a segurança e o bem-estar de gestantes em todo o país.