Quatro minas d'água são interditadas em Alfenas por contaminação e riscos à saúde
Minas d'água interditadas em Alfenas por contaminação

Quatro minas d'água são interditadas em Alfenas após análises apontarem irregularidades

Quatro minas d'água foram interditadas em Alfenas, Minas Gerais, após análises laboratoriais revelarem alterações significativas nos parâmetros de qualidade. De acordo com a Vigilância Sanitária local, a água desses pontos foi considerada imprópria para o consumo humano, representando um risco direto à saúde da população.

Monitoramento regular e fatores de contaminação

A Vigilância Sanitária de Alfenas, por meio de uma empresa terceirizada, realiza análises mensais em 120 pontos de captação de água, incluindo minas rurais e urbanas. A última testagem, conduzida em 17 de março, avaliou critérios como cloro residual, coliformes totais, presença de bactérias e turbidez. A fiscal sanitária Eurothildes Rohrer explicou que diversos fatores podem contribuir para a contaminação dessas fontes.

"Muitas minas ficam na área urbana e, quando chove, a sujeira acaba sendo levada para esses pontos. Na zona rural, a presença de animais também pode causar contaminação. São situações que não conseguimos controlar", destacou Rohrer. Entre os locais interditados está a mina do Residencial Oliveira, além de outros três pontos da cidade.

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Hábitos da população e falta de avisos

No município, é comum que moradores busquem água diretamente das minas, um costume enraizado na comunidade. No bairro Santos Reis, uma das fontes permanece liberada para consumo e continua sendo utilizada. O aposentado Marcionil da Cruz compartilhou sua rotina: "Sempre pego água de mina, tanto pra mim quanto pra firma do meu sobrinho. Nunca tive problema. A gente já tem esse costume porque a água é antiga".

No entanto, moradores relataram a ausência de avisos visíveis informando sobre as interdições. A Secretaria de Meio Ambiente afirmou que providências estão sendo tomadas para esclarecer a população. "Já tem funcionário orientando sobre a proibição da coleta de água, e a placa informativa está sendo providenciada para instalação", declarou o engenheiro florestal Ademar Vilhena de Souza.

Orientações de especialistas para consumo seguro

O professor de microbiologia da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Luiz Carlos do Nascimento, alertou que a água própria para consumo não pode apresentar bactérias associadas à contaminação fecal. Ele enfatizou que mesmo a água de minas liberadas deve passar por algum tipo de tratamento.

O especialista listou algumas alternativas:

  • Uso de filtro de barro, desde que bem higienizado.
  • Ferver a água, agitando após o resfriamento para oxigenar e melhorar o sabor.
  • Cloração com uma ou duas gotas de água sanitária por litro, aguardando pelo menos 15 minutos antes do consumo.

A Vigilância Sanitária reforça que a população deve evitar o consumo de água das minas interditadas até nova liberação, após a realização de análises atualizadas que comprovem a segurança.

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