Operação apreende mais de uma tonelada de alimentos vencidos em Campina Grande
Mais de uma tonelada de alimentos vencidos apreendidos em Campina Grande

Operação apreende mais de uma tonelada de alimentos vencidos em Campina Grande

Uma operação conjunta de fiscalização resultou na apreensão de mais de uma tonelada de alimentos com prazos de validade vencidos em um estabelecimento comercial localizado no bairro do Cruzeiro, em Campina Grande, na Paraíba. A ação, denominada Operação Prazo Certo, foi deflagrada após uma denúncia anônima que apontava para a suposta remarcação fraudulenta de datas em produtos alimentícios.

Detalhes da fiscalização e descobertas

A fiscalização inicial ocorreu na quarta-feira, dia 11, em uma residência suspeita, e foi ampliada nesta sexta-feira, dia 13, com uma nova inspeção no armazém da empresa envolvida. Durante as buscas, policiais civis e fiscais da Gevisa (Agência Estadual de Vigilância Sanitária) encontraram indícios concretos da prática criminosa.

As investigações revelaram que solventes foram utilizados para remover as datas originais dos produtos, seguidos pela aplicação de novos prazos de validade em itens já vencidos. Essa adulteração sistemática colocava em risco a saúde dos consumidores, que poderiam ingerir alimentos impróprios para o consumo.

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Produtos apreendidos e medidas tomadas

Como resultado da operação, dois estabelecimentos foram interditados – o armazém e a residência conectada – e mais de uma tonelada de produtos alimentícios foram apreendidos. Entre os itens confiscados estão diversos gêneros alimentícios que serão submetidos a perícia técnica para confirmar a adulteração das datas.

O proprietário do estabelecimento não estava presente no local durante a fiscalização, mas duas pessoas foram encaminhadas à delegacia especializada da Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre as atividades irregulares.

Implicações legais e possíveis penalidades

As condutas identificadas pelos agentes podem configurar crimes graves, incluindo falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a consumo. De acordo com a legislação brasileira, essas infrações podem resultar em penas de até oito anos de reclusão, além do pagamento de multas significativas.

A operação serve como um alerta para a importância da vigilância sanitária e do controle de qualidade dos alimentos comercializados. As autoridades continuam investigando o caso para identificar todos os envolvidos e evitar que práticas semelhantes ocorram novamente.

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