Presidente Lula inaugura moderno setor de trauma no Hospital Federal do Andaraí
O novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi oficialmente inaugurado na manhã desta sexta-feira (13) em uma cerimônia que reuniu autoridades de alto escalão do governo federal e municipal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acompanhado do ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) e do prefeito Eduardo Paes (PSD), participou do evento que marca um avanço significativo na infraestrutura de saúde pública da região.
Estrutura moderna para atendimento emergencial
O novo prédio do setor de trauma possui três andares e foi projetado com capacidade para realizar até 300 atendimentos diários, representando um substancial aumento na capacidade de resposta a emergências médicas. A estrutura foi especificamente desenvolvida para receber vítimas de diversas situações traumáticas, incluindo:
- Acidentes de trânsito de diferentes gravidades
- Quedas com lesões variadas
- Ferimentos por arma de fogo e outros traumas violentos
- Outros tipos de emergências traumáticas que exigem atendimento imediato
Durante a mesma cerimônia, também foram entregues novas salas do setor de clínica médica, ampliando ainda mais os serviços oferecidos pela unidade hospitalar. É importante destacar que o Hospital Federal do Andaraí está sob administração da Prefeitura do Rio desde o ano de 2024, representando uma parceria entre esferas governamentais.
Críticas à gestão anterior e denúncias de sucateamento
A cerimônia de inauguração foi marcada por fortes críticas à gestão das unidades hospitalares durante o governo anterior. As críticas se concentraram especialmente no senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, que foi apontado como responsável por indicações políticas na administração dos hospitais federais.
O prefeito Eduardo Paes foi enfático em suas declarações: "A gestão destes hospitais foi entregue ao seu 'ex adverso', senador Flávio Bolsonaro, indicações políticas que fizeram com que essas unidades, claro que em um processo que vinha de algum tempo, elas literalmente acabassem". Paes revelou ainda que a cozinha do hospital permaneceu fechada por impressionantes 12 anos porque era considerado mais rentável estabelecer contratos para compra de quentinhas, trazendo alimentos de fornecedores externos, em vez de reformar o espaço interno da unidade.
As críticas receberam endosso do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e foram ampliadas pelo ministro Alexandre Padilha, que afirmou: "Abandonar um hospital é, acima de tudo, um projeto. Existia aqui, nos hospitais federais do Rio de Janeiro, um projeto de uma família de políticos do Rio que são políticos tradicionais e tinham um projeto de sucatear os hospitais federais do Rio de Janeiro. Porque dominavam os hospitais do Rio no contrato, na indicação dos diretores e até a indicação de quem internava e quem não internava".
Homenagem à pesquisadora Margareth Dalcomo
Um momento especial da cerimônia foi a entrega da Medalha Oswaldo Cruz à médica e pesquisadora Margareth Dalcomo, reconhecendo suas ações de conscientização da população brasileira durante a pandemia da Covid-19. Esta honraria é dedicada a indivíduos que contribuem significativamente para a saúde pública nacional.
A pesquisadora declarou: "Fizemos o que é nosso compromisso. Sem compromissos ideológicos. A nossa ideologia é cuidar das pessoas". Dalcomo destacou ainda os desafios enfrentados durante a pandemia, especialmente no combate à desinformação: "Deu mais trabalho para nós desconstruir uma retórica nociva ao público brasileiro que informar o nosso progresso dos cientistas".
A entrega da medalha contou com a presença da ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Nísia Trindade, reforçando a importância do reconhecimento ao trabalho científico em saúde pública. A inauguração do novo setor de trauma representa um marco na reestruturação do sistema de saúde do Rio de Janeiro, com promessas de melhorias contínuas nos serviços oferecidos à população.



