Idosa aguarda transferência hospitalar após dedo apresentar necrose por suspeita de picada de aranha em São José do Rio Preto
Uma idosa de 76 anos, identificada como Sônia Leonice Redigolo Mendes, procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, após notar que seu polegar direito estava inchado e com coloração escura. A família suspeita de um caso de envenenamento por picada de inseto, possivelmente uma aranha, e teme pela amputação do membro devido aos sinais aparentes de necrose na área afetada.
Detalhes do incidente e sintomas preocupantes
Segundo relato da filha da paciente, Márcia Mendes, o problema começou no dia 21 de janeiro, quando a idosa pegou galhos e folhas no fundo de sua residência. No entanto, foi apenas na sexta-feira, dia 23, que ela recolheu o material e o colocou em um saco, sem utilizar luvas ou qualquer tipo de proteção. Após esse contato, o polegar direito apresentou inchaço e escurecimento, o que motivou a busca imediata por atendimento médico.
Márcia explicou à reportagem os motivos da suspeita de picada de aranha. "Imaginamos que é aranha, pois, se fosse escorpião, os sintomas seriam diferentes. O dedo está escuro e inchado. Por isso, achamos que foi aranha, mas não temos certeza. O dedo está necrosando, e vamos esperar até quando para ter atendimento, ela perder o dedo?", questionou a filha, demonstrando desespero com a situação.
Condição de saúde da idosa e atendimento recebido
Desde que chegou à UPA, Sônia recebeu soro para hidratação e medicamentos para alívio da dor. Um exame de sangue completo foi realizado, mas os resultados ainda não foram disponibilizados para a família. A equipe médica informou que o quadro está afetando os rins da paciente, o que aumenta a preocupação dos familiares.
A idosa, que sofre de hipertensão e problemas cardíacos, apresenta sintomas como:
- Cansaço para respirar
- Fraqueza generalizada
- Arritmia cardíaca
- Dor intensa no dedo lesionado
- Possível infecção na área afetada
- Forte pulsação e formigamento no local
Sônia aguarda por uma vaga em um hospital para receber o tratamento adequado. Segundo a filha, a equipe da UPA informou que não há leitos disponíveis no momento, o que prolonga a espera e aumenta os riscos para a saúde da paciente.
Posicionamento da Secretaria Municipal da Saúde
A equipe do g1 entrou em contato com a Secretaria Municipal da Saúde de São José do Rio Preto para obter mais informações sobre o caso. Em nota oficial, a pasta informou que a expectativa é de que Sônia seja transferida para um hospital ainda nesta segunda-feira, garantindo assim o acesso ao tratamento especializado que sua condição exige.
Este caso chama a atenção para a importância de cuidados preventivos ao manusear materiais que possam abrigar animais peçonhentos, especialmente para idosos e pessoas com condições de saúde preexistentes. A demora no atendimento especializado também levanta questões sobre a disponibilidade de leitos hospitalares na região.