Complexo Hospitalar de Santos suspende atendimentos para obras de modernização
O Complexo Hospitalar Dr. David Capistrano Filho, localizado na Zona Noroeste de Santos, no litoral paulista, passará por um fechamento temporário entre os dias 23 de fevereiro e 8 de março. A medida é necessária para a instalação de uma nova cabine primária de energia elétrica, com retomada completa dos serviços prevista para 9 de março.
Investimento de R$ 5 milhões em segurança e infraestrutura
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a modernização do sistema elétrico vai aumentar significativamente a segurança da unidade hospitalar. Além disso, permitirá a climatização integral dos ambientes e viabilizará a instalação de novos equipamentos médicos, incluindo duas autoclaves de 263 litros cada, destinadas à esterilização de materiais cirúrgicos e hospitalares.
O investimento total nas intervenções chega a R$ 5 milhões, abrangendo não apenas a atualização elétrica, mas também uma série de manutenções em diversos setores do complexo. Entre as áreas que receberão melhorias estão administração, recepção, escadas, centro cirúrgico, psiquiatria, telhado, sala do teste da orelhinha, raio-x panorâmico, lactário, sala de vacina e fachada dos fundos.
Alguns espaços já passaram por reformas preliminares, incluindo a sala administrativa, banheiro da psiquiatria e hall das escadas, demonstrando o caráter abrangente do projeto de modernização.
Remanejamento de atendimentos durante o período de obras
Segundo o secretário municipal de Saúde, Fábio Lopez, a interrupção temporária dos serviços é fundamental para garantir maior segurança e oferecer um ambiente mais confortável aos pacientes e profissionais. "Estamos preparando o hospital para futuras modernizações tecnológicas que beneficiarão toda a população atendida", afirmou o gestor.
Durante o período de fechamento, os serviços hospitalares serão integralmente remanejados para unidades alternativas da cidade. Os leitos de UTI e clínica médica já foram desmobilizados, enquanto os atendimentos de maternidade, psiquiatria, clínica vascular e buco-maxilo ocorreram normalmente até 22 de fevereiro.
Para casos de urgência e emergência, os pacientes devem procurar as unidades de pronto atendimento da cidade, com possibilidade de transferência entre unidades conforme a necessidade clínica. A Prefeitura garantiu que o hospital continuará dando suporte às UPAs para casos psiquiátricos, ginecológicos e obstétricos durante todo o período das obras.
Distribuição específica dos serviços alternativos
A rede municipal de saúde organizou uma detalhada redistribuição dos atendimentos:
- Policlínica Caneleira: curativos e vacinação antirrábica
- Policlínica Santa Maria / São Jorge: medicação de alto custo, atendimento a pacientes com esclerose múltipla, buco-maxilo, vascular e ultrassonografia com doppler
- Complexo Hospitalar dos Estivadores: cirurgias de emergência buco-maxilo e vascular, pronto atendimento ginecológico e obstétrico e maternidade
- Ambulatório de Especialidades da Zona Noroeste: ultrassonografias gerais, ginecológicas e obstétricas
Quanto aos leitos especializados, os de psiquiatria serão transferidos para um imóvel localizado atrás do Caps Tô Ligado, mantendo cinco leitos femininos e cinco masculinos em funcionamento. Já o Hospital de Pequeno Porte absorverá as internações em enfermaria vascular, assegurando a continuidade do cuidado a esses pacientes.
A administração municipal reforça que todas as medidas foram planejadas para minimizar os impactos à população e garantir a manutenção da assistência em saúde durante este período de transformação da infraestrutura hospitalar.



