Hospital de Campanha inicia atendimentos em Ubá após enchente interditar Policlínica
O Hospital de Campanha montado em Ubá começou a atender a população nesta segunda-feira, 9 de março, funcionando como substituto temporário da Policlínica Municipal. A unidade de saúde original foi interditada após ser inundada pelas fortes chuvas que atingiram a região em fevereiro, causando uma tragédia com sete mortes, milhares de desabrigados e desalojados, e uma pessoa ainda desaparecida.
Estrutura e funcionamento do atendimento
Localizado na avenida Raul Soares, o Hospital de Campanha conta inicialmente com dois trailers, mas há planos de ampliação para incluir mais seis consultórios. Em um dos trailers, são realizadas triagem, pequenos exames e curativos, enquanto o outro abriga consultórios adaptados para atendimentos especializados. A previsão é que, ao longo da semana, novos serviços sejam disponibilizados aos pacientes, reforçando o atendimento no curto, médio e longo prazo, especialmente na área de especialidades médicas.
Enquanto a Policlínica permanece fechada, casos de urgência e emergência continuam sendo atendidos normalmente nos hospitais da cidade e nas 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Não há previsão de quanto tempo o Hospital de Campanha irá funcionar ou de quando a Policlínica voltará a operar, devido aos danos extensos causados pela enchente.
Impacto na saúde e medidas preventivas
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, destacou que o prejuízo com medicamentos perdidos ultrapassa R$ 4 milhões, mas o estoque já foi reabastecido com o auxílio de novas câmaras frias. Como medida preventiva contra doenças comuns após enchentes, como tétano e hepatite, a vacinação será intensificada no Hospital de Campanha, nas UBSs e por meio do "vacimóvel".
Essa iniciativa visa garantir que a população tenha acesso contínuo a cuidados de saúde, minimizando os impactos da tragédia que afetou a Zona da Mata mineira, classificada como o quarto maior desastre por chuvas no Brasil na última década.



