Ex-funcionários do Samu protestam em Cuiabá após demissão de 56 profissionais
Ex-funcionários do Samu protestam em Cuiabá após demissões

Ex-funcionários do Samu realizam protesto em Cuiabá após demissão em massa

Um grupo de ex-funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Cuiabá realizou um protesto na manhã deste sábado (28) no centro da capital mato-grossense. A manifestação ocorreu após o Governo de Mato Grosso demitir 56 profissionais do serviço de emergência, o que representa aproximadamente 30% do quadro total da unidade.

Reivindicações e alertas sobre o atendimento

Durante a ação, os manifestantes caminharam pelas ruas centrais de Cuiabá exibindo cartazes e faixas com mensagens como "o Samu pertence ao SUS" e "os servidores do Samu foram heróis na pandemia". Eles cantaram palavras de ordem exigindo diálogo com as autoridades públicas e cobraram a revisão das demissões. Os profissionais alertaram para o impacto negativo que a redução do quadro de trabalhadores pode ter na rapidez e eficiência do atendimento de emergência à população.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), entre os 56 profissionais desligados estão:

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  • 10 condutores
  • 22 enfermeiros
  • 24 técnicos de enfermagem

Estes profissionais atuavam diretamente no atendimento à população, e os agentes de saúde argumentam que a diminuição do número de funcionários pode aumentar o tempo de resposta em casos graves, elevando os riscos para pacientes que dependem do serviço de urgência.

Posicionamento do governo estadual

Em nota oficial, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Mato Grosso afirmou que as dispensas não devem afetar os serviços do Samu. A pasta destacou que, desde a integração do Samu com o Corpo de Bombeiros, iniciada em 2025, houve um aumento de 30% no número de atendimentos e uma redução de 36% no tempo de resposta.

O comunicado da SES ressaltou ainda: "Vale lembrar que antes da integração com o Corpo de Bombeiros eram 9 ambulâncias para atendimento do Samu em Cuiabá, após a parceria esse número saltou para 20 ambulâncias, o que comprova que a prestação do serviço não será impactada".

Acompanhamento legislativo e próximos passos

Na mesma manhã de sábado, os profissionais demitidos também estiveram presentes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para acompanhar a sessão ordinária e exigir explicações sobre as demissões. Durante a reunião, os deputados estaduais aprovaram um requerimento da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social para convocar o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.

O secretário deverá prestar esclarecimentos sobre as demissões na próxima semana, atendendo à demanda dos manifestantes e do sindicato. Enquanto isso, o Sisma afirma que continuará acompanhando a situação de perto e cobrando medidas que garantam a manutenção da qualidade do atendimento prestado pelo Samu à população de Cuiabá e região.

O protesto evidenciou as tensões entre a gestão pública e os profissionais de saúde, colocando em debate a sustentabilidade dos serviços de emergência e as condições de trabalho no setor público de saúde. O sindicato prometeu manter a pressão até que haja uma solução satisfatória para os profissionais demitidos e para a comunidade que depende do Samu.

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