Dois casos de Mpox são confirmados na Bahia; Sesab monitora situação
Dois casos de Mpox confirmados na Bahia

Dois casos de Mpox são confirmados na Bahia; Sesab monitora situação

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgou, nesta quinta-feira (19), a confirmação de dois casos de Mpox no território baiano. As informações geram alerta para as autoridades de saúde, que já monitoram outros dois casos suspeitos em análise laboratorial.

Detalhes dos pacientes confirmados

Um dos registros ocorreu em Vitória da Conquista, localizada no sudoeste do estado. A paciente é uma mulher que não reside na cidade, mas foi atendida no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC). De acordo com a prefeitura municipal, ela está em isolamento adequado e apresenta uma boa resposta ao tratamento instituído.

O segundo caso foi confirmado após atendimento em uma unidade de saúde da capital, Salvador. O paciente é natural de Osasco, no estado de São Paulo, e também segue em isolamento para controle da doença.

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Investigações em andamento

Além dos dois casos confirmados, a Sesab informou que outros dois estão sob investigação, com exames em análise. Três suspeitas já foram descartadas após resultados laboratoriais negativos. É importante destacar que nenhum dos casos confirmados ou suspeitos está relacionado ao período do Carnaval, o que afasta, momentaneamente, um vínculo com aglomerações festivas.

O que é a Mpox e como se transmite?

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada por um vírus da mesma família da varíola tradicional. Sua transmissão ocorre principalmente através de:

  • Contato direto com a pele de uma pessoa infectada, especialmente na presença de feridas ou lesões.
  • Exposição a secreções respiratórias ou fluidos corporais.
  • Compartilhamento de objetos pessoais contaminados, como toalhas, roupas de cama e roupas.

Sintomas e tratamento

Os principais sintomas da Mpox incluem:

  1. Febre e calafrios.
  2. Dores de cabeça intensas e dores musculares.
  3. Sensação de fraqueza e fadiga generalizada.
  4. Inflamação e aumento dos nódulos linfáticos.
  5. Lesões cutâneas que começam no rosto e se espalham pelo corpo, com predominância nas mãos e nos pés.

O tratamento é focado no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, uma vez que ainda não existe um medicamento específico aprovado para a doença. Os pacientes devem permanecer em isolamento estrito até que todas as feridas tenham cicatrizado completamente, um processo que pode levar de duas a quatro semanas.

A Sesab reforça a importância da vigilância epidemiológica e das medidas de prevenção, como higiene frequente das mãos e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos. A população é orientada a procurar atendimento médico ao identificar qualquer sinal da doença.

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