Divinópolis em alerta máximo: LIRAa de 2026 revela alta vulnerabilidade para dengue, zika e chikungunya
Divinópolis em alerta: índice de dengue sobe para 5,9% em 2026

Divinópolis enfrenta alta vulnerabilidade para epidemias de arboviroses em 2026

O município de Divinópolis, localizado no estado de Minas Gerais, encontra-se em situação de alta vulnerabilidade para epidemias de dengue, zika e chikungunya, conforme revelado pelo primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano de 2026. Os dados, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) na segunda-feira, dia 19 de janeiro, mostram um cenário preocupante que exige atenção imediata das autoridades e da população.

Resultados alarmantes do LIRAa 2026

O levantamento, realizado entre os dias 5 e 12 de janeiro de 2026, apontou um índice de infestação de 5,9%, um aumento significativo em comparação com o último levantamento de 2025, que registrou 3,4%. Esse crescimento eleva a classificação de risco de médio para alto, indicando uma maior probabilidade de surtos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A pesquisa inspecionou um total de 5.835 imóveis distribuídos por 169 bairros da cidade, identificando a presença de 342 focos do mosquito.

Regiões mais afetadas e níveis de risco

Os resultados do LIRAa destacam que algumas regiões de Divinópolis apresentam índices ainda mais elevados, colocando-as em alerta máximo. A análise por áreas revela os seguintes percentuais de infestação e classificações de risco:

  • Região Central: 8,5% - alto risco
  • Região Nordeste: 7,4% - alto risco
  • Região Norte: 6,5% - alto risco
  • Região Sudeste: 6,5% - alto risco
  • Região Oeste: 4,6% - alto risco
  • Região Sudoeste: 3,5% - médio risco

Esses dados demonstram que a maior parte do território municipal enfrenta sérias ameaças, com a região central liderando o ranking de vulnerabilidade.

Focos concentrados em ambientes domésticos

Um aspecto crítico revelado pelo levantamento é que 91% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão localizados dentro das residências. Essa estatística reforça a necessidade de um esforço conjunto entre a sociedade civil e o poder público para combater a proliferação do inseto. A presença massiva de criadouros em ambientes domésticos sublinha a importância da participação ativa dos cidadãos nas ações preventivas.

Medidas de combate e recomendações da Semusa

Para reduzir a proliferação do Aedes aegypti e minimizar os riscos de epidemias, a Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis recomenda uma série de medidas práticas que devem ser adotadas pela população. Entre as principais orientações, destacam-se:

  1. Eliminar qualquer acúmulo de água parada em recipientes como vasos, pneus e baldes.
  2. Manter caixas d'água e outros reservatórios bem vedados para evitar o acesso do mosquito.
  3. Realizar a limpeza regular de ralos, calhas e outros locais que possam acumular água.
  4. Descartar corretamente materiais inservíveis que possam servir como criadouros.

Além disso, as equipes de Vigilância em Saúde Ambiental da prefeitura intensificarão suas ações no município. Estão planejadas visitas domiciliares mais frequentes, campanhas educativas para conscientizar a população e mutirões de limpeza em diversas áreas da cidade. Essas iniciativas visam não apenas eliminar os focos existentes, mas também prevenir a formação de novos criadouros.

A situação em Divinópolis serve como um alerta para outras cidades brasileiras, especialmente em períodos de chuvas e temperaturas elevadas, que favorecem a reprodução do Aedes aegypti. A colaboração entre governo e comunidade é fundamental para conter o avanço das arboviroses e proteger a saúde pública.