Coren-PB interdita SAMU de Santa Terezinha por graves irregularidades sanitárias
O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) determinou a interdição imediata do Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na cidade de Santa Terezinha, localizada no Sertão da Paraíba. A medida drástica foi executada na quinta-feira, dia 19, após uma inspeção minuciosa que revelou condições alarmantes que colocam em risco tanto os profissionais de saúde quanto a população atendida.
Condições insalubres e riscos à segurança
De acordo com o relatório oficial emitido pelo Coren-PB, a interdição é classificada como ética e foi considerada absolutamente necessária devido à insegurança técnica identificada para o exercício adequado da enfermagem. Entre as irregularidades mais graves documentadas estão:
- Presença de esgoto a céu aberto nas proximidades da unidade
- Falhas críticas e sistemáticas na coleta e destinação dos resíduos hospitalares
- Acúmulo excessivo de lixo em áreas internas e externas do prédio
- Infestação significativa de insetos e outras pragas urbanas
Além desses problemas ambientais, a inspeção também comprovou deficiências graves nos processos de esterilização de materiais médicos essenciais. A estrutura física da unidade apresenta deterioração evidente, com presença de fungos e umidade que comprometem ainda mais as condições de trabalho.
Posicionamento oficial do Coren-PB
Thiago Roniere, presidente do Coren-PB, foi enfático ao justificar a medida: "A interdição ética é uma medida necessária diante de riscos evidentes. Não podemos permitir que profissionais atuem em um ambiente insalubre e inseguro, colocando em risco a própria equipe e a população atendida". Ele destacou que a decisão visa proteger tanto a integridade dos trabalhadores da saúde quanto garantir a segurança dos pacientes que dependem do serviço de urgência.
Consequências e próximos passos
As atividades do SAMU em Santa Terezinha somente poderão ser retomadas após a correção completa de todas as irregularidades apontadas no relatório do Coren-PB. O descumprimento das determinações pode resultar em sanções administrativas previstas na legislação profissional, incluindo possíveis penalidades mais severas.
Até o momento, a Prefeitura Municipal de Santa Terezinha não se manifestou publicamente sobre a interdição nem sobre as medidas que pretende adotar para resolver as questões levantadas pelo conselho profissional. A situação deixa a população local sem um serviço essencial de atendimento de urgência até que as condições mínimas de segurança e higiene sejam restabelecidas.



