Calor intenso no Rio provoca quase 3 mil atendimentos médicos em cinco dias
O Rio de Janeiro enfrenta uma onda de calor que já levou 2.709 pessoas a buscarem atendimento médico entre os dias 12 e 16 de fevereiro, conforme dados divulgados pelo Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio. Esse número representa um aumento significativo de 11,2% na mediana relativa a anos anteriores, destacando o impacto das altas temperaturas na saúde da população.
Níveis de calor atingem patamar crítico durante o carnaval
No período analisado, que abrange parte das festividades do carnaval, a cidade registrou níveis de calor 2 e 3 em uma escala que vai até cinco. O Rio entrou no nível 3 na sexta-feira, 13 de fevereiro, indicando condições climáticas que exigem cuidados especiais. A Prefeitura do Rio emitiu recomendações urgentes para que a população se proteja dos efeitos do calor excessivo.
As orientações oficiais incluem:
- Hidratação frequente ao longo do dia
- Consumo regular de frutas, legumes e verduras
- Uso de gelo em regiões de dobra do corpo, como pescoço e virilha
- Aplicação de filtro solar para proteção contra raios ultravioleta
- Não esquecer dos medicamentos de rotina, especialmente para pessoas com condições pré-existentes
Impacto direto nos desfiles do carnaval
As altas temperaturas foram sentidas com intensidade pelos participantes dos desfiles na Marquês de Sapucaí, no Centro do Rio. O esforço físico combinado com fantasias pesadas resultou em 706 pessoas buscando atendimento médico até as 4h da manhã desta quarta-feira, 18 de fevereiro, madrugada do último dia de desfiles do Grupo Especial. Desse total, 33 casos necessitaram de transferência para hospitais devido à gravidade dos sintomas.
Entre os principais motivos para busca de atendimento nos postos de saúde montados no sambódromo estão:
- Picos de pressão arterial
- Fadiga extrema e mal-estar geral
- Dores de cabeça intensas
- Lesões diversas relacionadas ao esforço físico
A maior concentração de atendimentos ocorreu durante os primeiros desfiles da noite, quando o calor se manifestou com maior intensidade. Para lidar com a demanda, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro disponibilizou pelo menos 140 profissionais de saúde e 33 leitos no sambódromo, sendo sete reservados especificamente para casos mais graves que exigiam atenção hospitalar imediata.
População vulnerável requer atenção redobrada
As autoridades de saúde alertam que o calor afeta especialmente pessoas com condições crônicas como hipertensão, diabetes ou insuficiência cardíaca. A recomendação é que esses grupos mantenham rigorosamente seus tratamentos medicamentosos e evitem exposição prolongada ao sol durante os horários de pico de temperatura.
O aumento de 11,2% nos atendimentos relacionados ao calor em comparação com anos anteriores serve como um alerta sobre os efeitos das mudanças climáticas e a necessidade de políticas públicas adaptadas para proteger a população durante eventos de temperatura extrema. A Prefeitura do Rio continua monitorando a situação e reforça a importância das medidas preventivas para minimizar os impactos do calor na saúde pública.



