Belo Horizonte registra primeira morte por dengue em 2026; vítima tinha 60 anos
BH confirma primeira morte por dengue em 2026; vítima tinha 60 anos

Belo Horizonte registra primeira morte por dengue em 2026; vítima tinha 60 anos

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte confirmou oficialmente a primeira morte por dengue na capital mineira no ano de 2026. A vítima era uma mulher de 60 anos, residente no bairro Barreiro, que apresentava comorbidades pré-existentes. Ela veio a óbito no dia 2 de janeiro, marcando um triste marco no cenário epidemiológico da cidade.

Panorama estadual acende alerta

Além do caso fatal em Belo Horizonte, a capital já registra 55 casos confirmados de dengue, indicando uma circulação significativa do vírus. No âmbito estadual, as autoridades de saúde estão em estado de alerta máximo para conter o avanço da doença. Até o momento, Minas Gerais contabiliza 2.717 casos de dengue e três óbitos confirmados em 2026.

Os outros dois falecimentos ocorreram no Triângulo Mineiro: uma idosa de 93 anos em Uberlândia e um homem de 55 anos em Frutal. O secretário estadual de saúde, Fábio Baccheretti, enfatizou que "as mortes por dengue devem ser consideradas evitáveis", destacando a importância do reconhecimento precoce dos sinais de alarme, especialmente em indivíduos com comorbidades e mais frágeis.

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Ações intensivas no Triângulo Mineiro

Baccheretti explicou que as ações de combate à dengue estão sendo mais intensivas no Triângulo Mineiro devido à maior incidência da doença na região. "Nossas ações neste momento no Triângulo são mais intensivas porque lá é onde estamos vendo uma maior incidência da doença", afirmou o secretário, reforçando a necessidade de proteger os grupos vulneráveis para evitar evoluções desfavoráveis.

Estratégias de prevenção em andamento

Com o período de maior transmissão da dengue ainda por vir, as autoridades estão implementando estratégias para frear novos casos. Uma das iniciativas inovadoras é a soltura de mosquitos Aedes aegypti modificados em laboratório, que se reproduzem sem transmitir o vírus da dengue. Minas Gerais possui duas biofábricas onde os mosquitos recebem um microrganismo que impede o desenvolvimento do agente causador da doença.

"É questão de tempo, e todo o estado terá já esse mosquito fazendo parte da sua rotina de controle do mosquito transmissor da dengue", projetou Baccheretti, indicando a expansão gradual dessa tecnologia.

Mutirão estadual e vacinação

Outra frente de combate é um mutirão estadual previsto para 28 de fevereiro, que convida todas as cidades a participarem com orientações à população e ações de limpeza para eliminar criadouros do mosquito. Paralelamente, a vacinação contra a dengue com a vacina Qdenga está disponível em todo o estado para a faixa etária de 10 a 14 anos, representando uma ferramenta crucial na prevenção.

As autoridades reforçam a importância da participação comunitária e das medidas individuais, como eliminação de água parada, uso de repelentes e busca por atendimento médico aos primeiros sintomas, para conter a propagação da dengue em Minas Gerais.

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