Bebê prematuro morre após contato com superbactéria em UTI neonatal de Porto Alegre
Um bebê prematuro de apenas 26 semanas de gestação faleceu após testar positivo para uma superbactéria em um hospital de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A bactéria, identificada como Acinetobacter baumannii, foi detectada na UTI neonatal do Hospital Fêmina no dia 16 de abril, com confirmação oficial do hospital nesta terça-feira, 21 de abril.
Isolamento total da ala e pacientes infectados
A unidade de terapia intensiva neonatal, que abrigava 34 pacientes, encontra-se totalmente isolada e fechada para novas admissões. Pelo menos quatro bebês testaram positivo para a bactéria, incluindo o recém-nascido que veio a óbito. A Acinetobacter baumannii está listada entre os microrganismos de prioridade máxima pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido à sua alta resistência a tratamentos antibióticos.
Detalhes do caso fatal e quadro dos outros bebês
De acordo com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pela administração do hospital, o bebê que morreu passou por um parto de risco e apresentava prematuridade extrema, condição em que o nascimento ocorre antes de 28 semanas de gestação. A bactéria pode causar infecções urinárias, sanguíneas e pulmonares, afetando principalmente indivíduos com imunidade baixa. No entanto, não há confirmação de que o óbito tenha sido diretamente causado pela infecção.
Os outros três bebês infectados estão com o quadro de saúde considerado estável e permanecem isolados sob observação médica rigorosa. O hospital implementou medidas de contenção para evitar a propagação da superbactéria.
Medidas de controle e comunicação com autoridades
Em nota oficial, o GHC informou que notificou imediatamente a vigilância sanitária e as secretarias de Saúde do município e do estado após confirmar a presença da bactéria. O hospital também aplicou um protocolo de restrição máxima para partos de risco, garantindo que casos graves sejam transferidos para outras unidades hospitalares.
A reportagem tentou contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, mas não obteve resposta até o momento da publicação. A situação destaca os desafios enfrentados pelo sistema de saúde pública no combate a infecções hospitalares resistentes.



