Araraquara registra primeiro caso de mpox em 2024; São Paulo soma 51 infecções
A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, nesta quarta-feira (25), o primeiro caso de mpox, antiga varíola dos macacos, na cidade de Araraquara em 2024. Este registro amplia o cenário epidemiológico no estado, que já contabiliza 51 casos confirmados da doença até o momento da publicação desta reportagem. Não há registro de óbitos relacionados à infecção em todo o território paulista.
Detalhes do caso em Araraquara e monitoramento estadual
De acordo com o painel de monitoramento da doença, Central/CIEVS - Estado de São Paulo, o primeiro caso confirmado na região de Araraquara corresponde a um homem com idade entre 25 e 29 anos, residente no município. As autoridades de saúde não divulgaram informações específicas sobre o estado de saúde atual do paciente. O g1 entrou em contato com a SES-SP e com a Prefeitura de Araraquara para obter mais detalhes, mas não recebeu retorno até a finalização desta matéria.
O monitoramento contínuo realizado pela SES-SP indica que a circulação do vírus permanece ativa no estado, com casos distribuídos em diferentes localidades. A vigilância epidemiológica está reforçada para identificar possíveis cadeias de transmissão e implementar medidas de controle.
Contexto internacional e alerta da OMS
Na última semana, uma nova variante da mpox foi detectada no Reino Unido e na Índia, levantando preocupações entre especialistas em saúde global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esses registros sugerem que o vírus pode estar circulando de forma mais ampla do que o documentado anteriormente. Apesar dessa observação, a avaliação global de risco para a doença permanece inalterada.
A OMS emitiu o mais alto nível de alerta para a mpox em 2024, destacando a necessidade de vigilância constante e medidas preventivas em todo o mundo. A organização reforça que a doença, embora geralmente não seja fatal, requer atenção devido ao seu potencial de transmissão e impacto na saúde pública.
O que é a mpox e como se prevenir
A mpox é uma zoonose viral, ou seja, uma doença transmitida entre animais e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente através de:
- Contato próximo com fluidos corporais de pessoas infectadas
- Arranhões ou mordidas de animais contaminados
- Contato com objetos pessoais compartilhados
Originalmente identificada como "varíola dos macacos" em 1958, a doença hoje é conhecida por afetar também roedores, como esquilos, e outros mamíferos, incluindo cães domésticos - daí a mudança de nomenclatura. Os sintomas mais comuns incluem:
- Dor de cabeça intensa
- Inchaço dos gânglios linfáticos
- Erupções cutâneas características
Para reduzir o risco de contágio, especialistas em saúde recomendam:
- Evitar contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas
- Manter rigorosa higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como roupas, toalhas ou utensílios
- Procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos
A conscientização sobre a doença e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para conter a disseminação do vírus. As autoridades de saúde continuam monitorando a situação e atualizando as orientações conforme necessário.



