Anvisa amplia lista de produtos retirados do mercado por riscos à saúde e propaganda enganosa
Anvisa retira produtos do mercado por riscos à saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou suas ações de fiscalização e ampliou significativamente a lista de produtos que foram retirados compulsoriamente do mercado brasileiro. As medidas foram tomadas após a identificação de graves riscos à saúde dos consumidores, irregularidades sanitárias recorrentes e práticas abusivas de propaganda enganosa. As decisões oficiais foram publicadas em diversas edições do Diário Oficial da União, abrangendo um leque variado de itens que inclui alimentos, suplementos alimentares e produtos utilizados na confeitaria.

Suplementos com alegações terapêuticas proibidas

Entre os produtos que tiveram sua comercialização suspensa de forma total e imediata está o chamado “Café de Açaí”, da marca Du Brasil, que era vendido como suplemento alimentar. A Anvisa apontou uma série de irregularidades graves, como o uso de um ingrediente não autorizado pela legislação, a ausência da notificação sanitária obrigatória, uma origem completamente desconhecida e condições inadequadas de armazenamento que comprometiam a segurança do produto.

Além desses problemas, o item trazia em sua rotulagem alegações terapêuticas expressamente proibidas, prometendo tratar doenças sérias como diabetes e fibromialgia. Diante desse cenário, a agência determinou a proibição total de fabricação, venda, distribuição, importação, propaganda e uso do suplemento, visando proteger a população de informações falsas e potenciais danos à saúde.

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Outros suplementos na mira da fiscalização

A fiscalização da Anvisa também atingiu outros suplementos alimentares que eram comercializados com promessas de benefícios sem qualquer comprovação científica. O produto conhecido como Glicojax foi apreendido por anunciar supostos efeitos no controle da glicose, no suporte cardiovascular e no tratamento do diabetes, alegações que são vetadas para esse tipo de produto.

Já o Durasil, vendido em formato de gotas, prometia alívio de dores e melhora da função erétil, o que também configura propaganda enganosa. Ambos os suplementos têm origem e fabricante desconhecidos e, segundo a agência, continuavam sendo ofertados ilegalmente em plataformas de comércio eletrônico, o que demonstra a necessidade de vigilância constante.

Glitters comestíveis com composição perigosa

Outro alvo importante das ações da Anvisa foram os glitters usados em confeitaria da marca MAGO. Apesar de serem vendidos como comestíveis e destinados à decoração de alimentos, os produtos continham em sua composição plásticos, resinas e pigmentos de origem e composição desconhecidas.

A agência emitiu um alerta urgente para o risco de ingestão acidental desses materiais, que podem causar sérios danos à saúde. Diante do perigo, a Anvisa determinou a suspensão de todos os lotes disponíveis no mercado, com um recolhimento imediato e obrigatório por parte dos comerciantes.

Falhas em alimentos convencionais

No setor de alimentos tradicionais, a fiscalização também identificou problemas graves. Um lote específico de azeite de oliva extra virgem da marca Campo Ourique, identificado como 288/04/2024, foi retirado de circulação. A Anvisa apontou falhas críticas de rotulagem, origem não comprovada e resultados insatisfatórios em análises laboratoriais oficiais, que indicavam a não conformidade do produto com os padrões de qualidade exigidos.

Contaminação em leite condensado

Mais recentemente, a agência determinou a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita. O lote em questão foi reprovado em um teste microbiológico rigoroso, que detectou níveis elevados de Estafilococos Coagulase Positiva, uma bactéria que pode causar intoxicação alimentar grave nos consumidores.

A Anvisa atribuiu a responsabilidade pelo produto à empresa Apti Alimentos. No entanto, em nota oficial, a empresa afirmou que o item não faz parte de seu portfólio regular e que houve uma associação indevida, o que levanta questões sobre a origem real do lote contaminado.

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Orientações importantes para os consumidores

A Anvisa reforçou, de maneira enfática, que os consumidores não devem utilizar produtos que tenham sido suspensos ou interditados pela agência. A orientação inclui uma atenção redobrada a rótulos que façam promessas milagrosas de cura ou tratamento de doenças, pois alimentos e suplementos não substituem o acompanhamento médico adequado.

Segundo a agência, esses produtos só devem ser consumidos quando estiverem devidamente regularizados e dentro de todas as normas sanitárias estabelecidas, garantindo assim a segurança e a saúde da população brasileira. A ampliação da lista de retiradas demonstra o compromisso contínuo da Anvisa com a vigilância sanitária e a proteção do consumidor.