Anvisa proíbe mostarda falsificada e barra glicosímetros e cosméticos irregulares
Anvisa proíbe mostarda falsa e barra glicosímetros irregulares

Anvisa adota medidas rigorosas contra produtos irregulares no mercado brasileiro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma série de determinações para coibir a circulação de produtos considerados irregulares, abrangendo desde alimentos até dispositivos médicos e itens de estética. As ações visam proteger a saúde dos consumidores e garantir a segurança dos produtos disponíveis no país.

Mostarda com indícios de falsificação é alvo de proibição

No caso específico de um alimento, a Anvisa determinou a proibição total da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do lote 316625 da mostarda amarela 3,3 kg da marca Cepêra. A decisão foi tomada após a própria fabricante informar que esse lote não consta nos registros oficiais de produção, levantando suspeitas de falsificação.

Segundo a agência, o rótulo do produto apresenta diversas inconsistências, incluindo um padrão gráfico diferente do original, falhas na qualidade de impressão e o uso de um formato incorreto para a data de validade. Esses indícios reforçam a possibilidade de que se trate de um item falsificado. Como parte da medida, a Anvisa ordenou a apreensão imediata desse lote no mercado, evitando que ele chegue aos consumidores.

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Glicosímetros com falhas de fabricação são suspensos

No âmbito dos dispositivos médicos, a Anvisa suspendeu a comercialização, distribuição e importação do monitor de glicose Bioland e das fitas teste Bioland, em todos os lotes fabricados a partir de 16 de março de 2026. A decisão foi baseada em uma inspeção realizada em fevereiro, que apontou o descumprimento das Boas Práticas de Fabricação pela empresa responsável.

Essa falha pode comprometer seriamente a confiabilidade dos resultados fornecidos pelos dispositivos, colocando em risco a saúde de usuários que dependem de medições precisas para o controle de condições como diabetes. A suspensão visa garantir que apenas produtos que atendam aos padrões de qualidade continuem disponíveis no mercado.

Cosméticos sem autorização são totalmente proibidos

A Anvisa também determinou a proibição completa da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de equipamentos de estética, incluindo os modelos Sculptlift Pro, Rejuvelift Pro, Lift Contour e Diamond Pro, além da máscara Lumimask. Esses produtos eram fabricados pela empresa Ben-Hur Comércio e Exportação.

A medida foi tomada após a agência identificar que os itens eram divulgados na internet sem qualquer registro sanitário e por uma empresa que não possui autorização de funcionamento para atuar na área de saúde ou estética. Na prática, isso significa que os produtos não passaram por avaliações de segurança e eficácia, podendo representar riscos aos consumidores.

Orientações importantes para os consumidores

Diante dessas medidas, a Anvisa reforça a orientação para que os consumidores evitem utilizar os produtos citados e sempre verifiquem informações cruciais antes da compra ou uso. É essencial conferir:

  • O número de lote do produto
  • A procedência e a marca
  • A existência de registro na agência
  • A data de validade e as condições de armazenamento

Essas ações destacam o compromisso da Anvisa com a vigilância contínua do mercado, assegurando que apenas produtos seguros e regulamentados estejam disponíveis para a população brasileira. A agência continua monitorando de perto a situação e pode tomar novas medidas conforme necessário.

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