A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata do mercado de uma série de cosméticos e produtos de limpeza considerados irregulares ou inseguros para a saúde pública. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, abrange desde alisantes capilares até itens de higiene, com o objetivo de garantir a segurança dos consumidores brasileiros.
Produtos alisantes sem autorização
Entre os principais alvos da Anvisa estão os produtos Organic System Steel Liss e Extrato de Banana Tratamento Orgânico Steel Liss, fabricados pela empresa M. A. Ecoplus Cosméticos. Esses itens, utilizados em tratamentos capilares como alisamentos, foram produzidos sem o devido registro sanitário e sem autorização de funcionamento para fabricação.
Com isso, a Agência proibiu todas as etapas relacionadas a esses produtos, incluindo comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso. A medida visa evitar riscos à saúde dos consumidores, que podem estar expostos a substâncias não testadas ou inadequadas para aplicação no cabelo.
Soda cáustica e álcool contaminado
Outro produto barrado pela Anvisa foi a Soda Cáustica em Escamas 99, vendida em embalagens de 1 kg pela empresa Quimissi. Segundo a Agência, o produto estava sendo comercializado sem registro, o que significa que não passou por avaliações de segurança necessárias para garantir sua qualidade e uso adequado.
Além disso, a Anvisa determinou a interdição de dois tipos de álcool da marca Brilhex, fabricados pela Ceras Paulísta: o Álcool 70° Brilhex (lotes L14 e L15) e o Álcool Etílico Hidratado 92,8% Brilhex (lote L08). Análises realizadas pelo Instituto Octávio Magalhães (Lacen-MG) identificaram a presença de Bacillus spp, uma bactéria incompatível com o padrão de qualidade esperado para produtos desse tipo.
Falhas na rotulagem, como ausência de informações obrigatórias, também foram constatadas, aumentando os riscos de uso inadequado pelos consumidores.
Gel capilar irregular
A ação da Anvisa também incluiu o gel para cabelo Cola Elle e Ella. A Agência não conseguiu identificar o fabricante do produto nem encontrou autorização para sua produção, o que levou à apreensão imediata. Consequentemente, a fabricação, venda, divulgação e uso desse gel foram proibidos, reforçando a necessidade de vigilância constante no mercado de cosméticos.
Essas medidas destacam o compromisso da Anvisa em proteger a saúde pública, assegurando que apenas produtos seguros e regulamentados estejam disponíveis para os brasileiros. Consumidores são orientados a verificar a regularidade dos produtos antes da compra e a reportar quaisquer irregularidades às autoridades sanitárias.



