O ex-zagueiro espanhol Gerard Piqué foi multado pelo regulador do mercado financeiro da Espanha, a Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), por utilizar informações confidenciais para obter lucro na bolsa de valores. A decisão foi divulgada nesta semana e gerou grande repercussão no mundo esportivo e financeiro.
Entenda o caso
Segundo a investigação conduzida pela CNMV, Piqué recebeu antecipadamente a informação de que a empresa Atrys Health, do setor de saúde e tecnologia médica, planejava adquirir a Aspy Global Services, outra empresa do mesmo ramo. Esse tipo de dado costuma influenciar diretamente o preço das ações, mas ainda não havia sido tornado público.
Antes do anúncio oficial da negociação, Piqué comprou mais de 100 mil ações da Aspy. Dois dias depois, quando a fusão foi anunciada ao mercado, os papéis da empresa se valorizaram significativamente. Com a venda das ações, o ex-jogador obteve um lucro estimado em cerca de 45,8 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 264 mil.
Prática ilegal
Para o regulador espanhol, a conduta de Piqué configura uso de informação privilegiada, prática considerada ilegal por conferir vantagem indevida a quem negocia com base em dados que o restante do mercado desconhece. A CNMV aplicou uma multa de 200 mil euros ao ex-jogador. Já o empresário Francisco José Elias, apontado como responsável por compartilhar a informação confidencial com Piqué, foi multado em 100 mil euros.
Recurso à Justiça
Apesar de a decisão administrativa ser definitiva, tanto Piqué quanto Elias ainda podem recorrer à Justiça espanhola. A defesa do ex-jogador ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.



