IA transforma medicina, mas reforça papel humano do médico, diz especialista
IA transforma medicina e reforça papel humano do médico

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser tema de filmes futuristas para se tornar uma realidade concreta em hospitais, clínicas e universidades. Ferramentas capazes de analisar exames em segundos, prever riscos de doenças e auxiliar diagnósticos já integram a rotina médica em diversas especialidades. Diante desse avanço tecnológico, surge uma pergunta inevitável: qual será o papel do médico no futuro? Para especialistas, a resposta não está na substituição dos profissionais, mas na transformação da forma de exercer a medicina. A tecnologia ganha espaço como ferramenta de apoio, enquanto habilidades humanas, como empatia, comunicação e pensamento crítico, tornam-se ainda mais valorizadas.

IA na prática clínica atual

Segundo o Prof. Airton Zogaib Rodrigues, docente do curso de Medicina da Unaerp Guarujá, a IA já está presente em múltiplos domínios da prática clínica. “A IA já transforma múltiplos domínios da prática clínica, com aplicações que vão desde diagnóstico até gestão administrativa”, explica. Entre as principais áreas de aplicação estão a radiologia e a patologia, que utilizam sistemas capazes de analisar imagens médicas com alta precisão. De acordo com o especialista, cerca de 90% dos sistemas de saúde americanos já utilizam algum tipo de IA voltada à análise de imagens. Além disso, ferramentas integradas aos prontuários eletrônicos conseguem fornecer alertas sobre agravamento de doenças, prever riscos e sugerir possibilidades terapêuticas. Especialidades como cardiologia, dermatologia e oftalmologia também vêm incorporando recursos tecnológicos para interpretação diagnóstica.

A IA ainda aparece em iniciativas de telemedicina, monitoramento remoto de pacientes, identificação de surtos infecciosos e até no desenvolvimento de medicamentos e tratamentos personalizados. Apesar do avanço, especialistas reforçam que a tecnologia não substitui a atuação humana. O médico continua sendo responsável pela interpretação dos dados, pela tomada de decisões e, principalmente, pelo contato com o paciente. “O atendimento centrado no paciente continuará sendo indispensável. A tecnologia pode auxiliar, mas não substitui o olhar clínico e humano”, resume Airton.

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Novas competências para os futuros médicos

Com a transformação digital da saúde, a formação médica também começa a mudar. Mais do que decorar conteúdos, os futuros profissionais precisarão aprender a interpretar informações geradas por sistemas inteligentes e avaliar criticamente essas ferramentas. Segundo o docente, existem competências consideradas essenciais para médicos que irão atuar em um cenário cada vez mais tecnológico. Entre elas estão o conhecimento básico sobre IA e machine learning, compreensão dos impactos éticos e sociais dessas tecnologias, avaliação crítica de dados e capacidade de integrar ferramentas digitais ao cuidado clínico.

Outro ponto importante é a adaptação constante. “O aprendizado contínuo passa a ser fundamental, porque a tecnologia evolui rapidamente e exige atualização permanente”, afirma. As faculdades de medicina ainda vivem um período inicial de adaptação. Embora já existam experiências com pacientes virtuais, simuladores, tutores inteligentes e sistemas automatizados de avaliação, ainda não há consenso sobre como a IA deve ser inserida no currículo universitário. “O processo ainda é heterogêneo. Existem desafios relacionados à formação dos docentes, falta de diretrizes padronizadas e dúvidas sobre os impactos dessas ferramentas no pensamento crítico dos estudantes”, explica Airton.

Profissão mais atrativa, e mais desafiadora

Para muitos estudantes, a tecnologia torna a medicina ainda mais interessante. O uso da IA pode reduzir tarefas repetitivas, otimizar o tempo dos profissionais e ampliar a precisão diagnóstica. Ao mesmo tempo, surgem novos desafios, como a necessidade de aprendizado constante, preocupações éticas e responsabilidade sobre decisões apoiadas por algoritmos. “Os estudantes precisam compreender desde cedo a importância dessas ferramentas para a prática médica futura”, destaca o professor.

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Nesse cenário, universidades têm papel estratégico na preparação de profissionais capazes de unir conhecimento técnico, domínio tecnológico e sensibilidade humana. No curso de Medicina da Unaerp Guarujá, a formação busca acompanhar as transformações da área da saúde sem perder de vista a humanização no atendimento. Com inscrições abertas para o vestibular, a instituição reforça a importância de preparar os futuros médicos para uma profissão em constante evolução. As inscrições online podem ser feitas até 17 de maio, e presencialmente até 20 de maio. A prova acontece em 23 de maio.

Serviço: Unaerp – Campus Guarujá. Vestibular 2026 | 2º Semestre. Link para inscrição: www.unaerp.br/vestibularmedicina. Data do vestibular: 23 de maio. Prazo de inscrições: 17 de maio (online) e 20 de maio (presencial). Endereço: Avenida Dom Pedro I, nº 3300 – Enseada Guarujá (SP), 11440-003.