Um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) associou o uso excessivo de celulares a transtornos como insônia e ansiedade em pessoas com mais de 60 anos. A pesquisa identificou que o medo de ficar desconectado, conhecido como nomofobia, está muito presente entre os mais velhos, contribuindo para o desenvolvimento desses problemas de saúde.
Impactos do uso excessivo de celular na saúde dos idosos
De acordo com os pesquisadores, o uso prolongado do smartphone antes de dormir interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono. Além disso, a constante checagem de notificações e o acesso a redes sociais geram ansiedade e estresse, prejudicando a qualidade do descanso noturno. O estudo entrevistou centenas de idosos e realizou análises clínicas para chegar a essas conclusões.
Nomofobia: o medo de ficar offline
A nomofobia, ou medo irracional de ficar sem o celular, foi apontada como um dos principais fatores de risco. Muitos idosos relataram sentir-se inseguros ou isolados quando não estão conectados, o que os leva a usar o aparelho excessivamente. Esse comportamento, por sua vez, retroalimenta o ciclo de ansiedade e insônia.
Os especialistas recomendam que os idosos estabeleçam limites para o uso do celular, especialmente antes de dormir, e busquem atividades relaxantes para substituir o hábito. A prática de exercícios físicos leves e a leitura de livros impressos são alternativas sugeridas para melhorar a qualidade do sono.



