A comunidade literária internacional e os admiradores de sua obra estão de luto. Chimamanda Ngozi Adichie, uma das mais importantes e influentes escritoras da atualidade, enfrenta uma dolorosa tragédia familiar. Nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, a autora nigeriana perdeu um de seus filhos gêmeos, Nkanu Nnmamdi, que tinha apenas 1 ano e 9 meses de vida.
Comunicado da família pede privacidade
Em uma nota pública, Chimamanda Adichie e seu marido, Ivara Esege, confirmaram a trágica notícia. Eles informaram que o menino foi vítima de uma doença não divulgada. No comunicado, o casal fez um apelo emocionado ao público e à imprensa.
“Pedimos a sua compreensão e orações neste momento de luto em particular. Nenhum outro comunicado será divulgado e agradecemos ao público e à imprensa por respeitarem a necessidade de privacidade da família durante este período de imensa dor”, escreveram.
Trajetória familiar e literária da autora
Chimamanda Adichie, que completou 48 anos, tornou-se mãe pela primeira vez em 2016, com o nascimento de sua filha. Oito anos depois, em 2024, veio a alegria dupla com o nascimento dos gêmeos, por meio de barriga de aluguel. A perda de Nkanu interrompe brutalmente essa jornada familiar.
Paralelamente, sua carreira literária é marcada por sucessos globais. Autora de romances aclamados como Hibisco Roxo, Meio Sol Amarelo e Americanah, Adichie conquistou reconhecimento mundial por sua narrativa poderosa. Seus trabalhos exploram temas essenciais como racismo, feminismo, identidade cultural e os desafios da imigração.
Influência que ultrapassa os livros
Sua influência vai muito além das páginas de seus livros. As palestras no formato TED Talk, especialmente “O perigo de uma história única” e “Sejamos todos feministas”, viralizaram e a transformaram em uma voz global para discussões sobre igualdade e representatividade.
Em 2015, seu impacto foi oficialmente reconhecido quando a revista Time a incluiu na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. Recentemente, em 2025, a escritora esteve no Brasil, participando da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde dividiu o palco com outra grande nome da literatura, a brasileira Conceição Evaristo.
Neste momento de profunda dor, fica o apelo da família por respeito e privacidade. A dor da perda de uma criança toca profundamente, independentemente da fama ou do reconhecimento público. O legado de Chimamanda, que tanto fala sobre humanidade e empatia, agora encontra eco no pedido simples por um espaço silencioso para o luto.