
Nada de exceção. Apenas a pura e simples realidade de quem escolhe amar e construir uma família. Em Itapetininga, a técnica de enfermagem Geovana Alves da Silva, de 28 anos, e a psicóloga Maria Eduarda de Oliveira Alves, de 27, estão vivendo um daqueles momentos que redefine tudo.
Elas esperam o primeiro filho. E não, não somos exceção — somos realidade. É o que elas afirmam com uma convicção que chega a ser contagante.
Uma Gestação de Duas Mães
Quem carrega o bebê na barriga é Maria Eduarda, com 35 semanas de uma gestação que — pasmem — foi totalmente planejada. Imagina só: duas mulheres, decidindo juntas cada detalhe, desde o sonho até o positivo no teste de farmácia.
Geovana não esconde o brilho nos olhos. "A gente sempre quis, sempre conversou sobre isso", diz ela, como se estivesse revelando o segredo mais doce do mundo. "É uma felicidade sem tamanho ver a barriga dela crescendo, saber que nosso filho está chegando."
O Caminho Até Aqui
O processo? Bem, não foi exatamente um passeio no parque. Inseminação artificial. Um caminho que muitas famílias homoafetivas conhecem bem — cheio de esperança, ansiedade e, claro, uma pitada de medo.
Mas deu certo. E olha, quando a Maria Eduarda viu aquelas duas linhas no teste, acho que o mundo parou por um segundo. Ou será que acelerou? Difícil dizer. A verdade é que a partir dali, tudo mudou.
29 de Agosto: Mais Que Uma Data No Calendário
E que timing, hein? Elas compartilham essa história justo no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Uma data que, convenhamos, vai muito além de hashtags e posts nas redes sociais.
É sobre existir. É sobre mostrar que amor de mulher com mulher existe, resiste e — pasmem novamente — constrói famílias inteiras. Geovana é enfática: "A data é importante para mostrar que nós existimos, que temos famílias, que amamos."
E ela tem toda a razão. Quantas vezes a sociedade ainda olha para um casal como o delas como se fosse uma anomalia? Pois é. A realidade é bem diferente.
O Sonho de Ser Mãe
Maria Eduarda fala sobre a gestação com uma serenidade que só quem realmente deseja algo é capaz de ter. "Sempre foi um sonho ser mãe. Ver a barriga crescendo é uma sensação inexplicável."
E o apoio da família? Ah, isso fez toda a diferença. Sem esse suporte, tudo seria muito mais pesado. Mas elas tiveram sorte — ou melhor, merecem esse carinho.
Além do "Casal Perfeito"
Elas sabem que a jornada não é só feita de flores. O preconceito ainda espreita por aí, disfarçado ou escancarado. Mas o que impressiona é a resiliência. A certeza de que estão no caminho certo.
É uma história comum, sabe? Duas pessoas se amando, querendo ter um filho, batalhando por isso. Só que, no caso delas, cada conquista carrega um peso simbólico gigantesco.
E o recado que fica? Simples e direto: a família homoafetiva não é um conceito abstrato — é carne, osso, sonho e ultrassom. É realidade pura.