Timóteo tem 2,1% de infestação do Aedes aegypti e está em médio risco
Timóteo em médio risco de infestação do Aedes aegypti

O primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 em Timóteo, no Vale do Aço mineiro, revelou um índice de infestação de 2,1%. O resultado coloca o município em situação de médio risco para surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde.

O que significam os números do LIRAa

O índice de 2,1% significa que, a cada 100 imóveis vistoriados, mais de dois apresentaram focos do mosquito transmissor. A coleta de dados foi realizada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2026, abrangendo todos os bairros da cidade. Três outros levantamentos estão programados para ocorrer ao longo do ano.

Os parâmetros oficiais classificam a infestação como satisfatória quando fica abaixo de 1%, em alerta no intervalo entre 1% e 3,9%, e em risco de surto quando é igual ou superior a 4%. Portanto, o índice atual de Timóteo se enquadra na faixa de alerta ou médio risco.

Evolução positiva, mas alerta mantido

Apesar de estar em uma zona de atenção, o município registrou uma melhora significativa em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em janeiro de 2025, o índice de infestação era de 4,7%, o que configurava risco de surto. A redução para 2,1% em 2026 indica um avanço nas ações de controle.

No entanto, as autoridades de saúde locais reforçam que não há espaço para relaxamento. Bruno Almeida de Souza, supervisor geral do setor de arboviroses da Prefeitura de Timóteo, destacou que a maior parte dos criadouros do mosquito ainda é encontrada dentro dos domicílios.

O papel crucial da população no combate

“Esse resultado mostra que estamos avançando, mas não podemos relaxar”, afirmou Souza. Ele explicou que os focos do Aedes aegypti são frequentemente localizados em recipientes simples e comuns, como:

  • Baldes e vasos de plantas
  • Garrafas plásticas descartadas
  • Pneus velhos armazenados
  • Caixas d'água destampadas

O supervisor fez um apelo direto à comunidade: “É fundamental que cada morador faça sua parte”. As medidas essenciais incluem manter os quintais limpos, eliminar qualquer acúmulo de água parada e respeitar rigorosamente os cronogramas de coleta de lixo e entulho.

“Só com essa parceria entre população e poder público conseguiremos reduzir ainda mais os índices e proteger a saúde da nossa cidade”, concluiu Bruno Almeida de Souza, enfatizando a necessidade de um esforço contínuo e coletivo para evitar uma proliferação maior do mosquito e, consequentemente, um aumento nos casos das doenças por ele transmitidas.