Ceará investiga quatro casos suspeitos de mpox em 2026 enquanto Brasil atinge 88 registros
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) divulgou nesta sexta-feira (27) que o estado está investigando quatro casos suspeitos de infecção por mpox no ano de 2026. Esta informação surge em um contexto nacional onde o Brasil já contabiliza 88 registros confirmados da doença, com a maioria concentrada no estado de São Paulo.
Panorama epidemiológico no Ceará
Conforme os dados oficiais repassados pela Sesa, o Ceará registrou um total de 12 notificações relacionadas à mpox. Desse número, oito casos já foram descartados após investigação, restando os quatro que permanecem sob análise. A situação representa uma redução significativa quando comparada aos anos anteriores: em 2025, o estado confirmou 13 casos da doença, enquanto em 2024 o total chegou a 24 ocorrências.
A Sesa destacou que os dados atuais indicam uma manutenção da baixa circulação do vírus no território cearense, com uma diminuição clara no número de casos no último ano. Apesar disso, o órgão estadual mantém o monitoramento contínuo do cenário epidemiológico e reforça as orientações de vigilância e prevenção junto à população.
Procedimentos para casos suspeitos e atendimento médico
Diante da possibilidade de infecção, a Secretaria da Saúde do Ceará orienta que qualquer paciente com suspeita de mpox deve procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nesses locais, serão realizados os exames diagnósticos necessários e iniciado o tratamento adequado.
Para casos que apresentem maior gravidade ou complicações, os pacientes são encaminhados ao Hospital São José (HSJ), que integra a Rede Estadual de Saúde e serve como unidade de referência para o tratamento da mpox no Ceará. Esta estrutura garante um atendimento especializado e direcionado às necessidades específicas da doença.
Contexto nacional e internacional
Enquanto o Ceará lida com suas investigações, o Brasil como um todo enfrenta um aumento nos casos de mpox, alcançando a marca de 88 registros confirmados. A maior parte dessas ocorrências está localizada no estado de São Paulo, evidenciando uma distribuição desigual da doença pelo país.
Além disso, o cenário internacional também preocupa as autoridades de saúde. Recentemente, uma nova variante da mpox foi detectada no Reino Unido e na Índia, o que exige atenção redobrada e atualização constante dos protocolos de vigilância. A Sesa afirmou que segue acompanhando essas evoluções para adaptar suas estratégias conforme necessário.
A reportagem questionou a Secretaria da Saúde sobre os municípios cearenses onde os casos estão sendo investigados ou já foram descartados, mas não obteve resposta até o momento da publicação. Esta falta de detalhamento geográfico pode impactar a transparência das informações e a eficácia das medidas preventivas locais.
A manutenção da vigilância ativa e a rápida resposta aos casos suspeitos são fundamentais para conter a propagação da mpox, especialmente em um período onde a doença mostra sinais de recorrência. A população deve estar atenta aos sintomas e buscar assistência médica ao primeiro sinal de infecção, seguindo as recomendações das autoridades de saúde.
