Botão do pânico em SP atinge 15.200 acionamentos contra violência à mulher
Botão do pânico em SP atinge 15.200 acionamentos

O botão do pânico do aplicativo SP Mulher Segura, desenvolvido pelo Governo de São Paulo, alcançou a marca de 15.200 acionamentos desde seu lançamento em março de 2024. Somente nas últimas duas semanas, foram registrados 350 acionamentos, conforme informações da gestão estadual. A ferramenta é destinada a mulheres que possuem medida protetiva e, em situações de emergência, envia um alerta à polícia com a localização da vítima.

Como funciona o botão do pânico

No caso de agressores monitorados por tornozeleira eletrônica, o sistema realiza o cruzamento de dados por georreferenciamento. Se for detectada a aproximação do agressor, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) é notificado e uma viatura é enviada ao local. Além dos acionamentos do botão do pânico, o aplicativo já contabiliza 2.200 boletins de ocorrência registrados e 61.000 usuárias ativas até abril deste ano.

Mutirão digital 'Baixaço'

Nesta sexta-feira, 22, o governo paulista realiza o 'Baixaço', um mutirão digital com o objetivo de ampliar a rede de proteção e serviços de defesa das mulheres. A iniciativa conta com o apoio de influenciadoras e criadoras de conteúdo, que convocarão milhares de seguidores simultaneamente. A coronel Glauce Cavalli, primeira mulher a comandar a Polícia Militar de São Paulo, destacou a importância da ação: “A proteção às mulheres é prioridade e requer engajamento permanente de toda a sociedade. Iniciativas como o 'Baixaço' são importantes porque fazem com que mais e mais mulheres conheçam serviços como o SP Mulher Segura. O aplicativo pode ser usado a qualquer hora e de qualquer lugar para colocar as mulheres em contato direto com a polícia em casos de ameaça iminente, com pronta resposta para impedir e prender agressores.”

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Novas funcionalidades do aplicativo

Neste mês, o App SP Mulher Segura passou a incluir o cadastro de contatos de emergência para mulheres com medida protetiva e um mapa integrado com serviços como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), batalhões da PM e unidades do Instituto Médico Legal (IML). O aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas oficiais dos sistemas Android e iOS.

Cenário de violência contra a mulher em São Paulo

As medidas de enfrentamento à violência contra a mulher ocorrem em um contexto de aumento dos feminicídios no estado. De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registrados 86 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 41% em comparação ao mesmo período de 2025. Ao assumir o cargo de Comandante Geral da Polícia Militar de São Paulo, a coronel Glauce Anselmo Cavalli afirmou que o combate à violência doméstica e familiar será “prioridade operacional” de sua gestão.

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