
Olha só que curioso: o Piauí, esse estado nordestino cheio de histórias e contrastes, acaba de atingir a marca de 3.384.418 habitantes segundo as estimativas mais recentes do IBGE. Um crescimento discreto, mas constante — algo em torno de 0,5% ao ano, o que não chega a ser uma explosão demográfica, mas tampouco uma estagnação.
Mas é aqui que a coisa fica realmente interessante. Quase metade das cidades piauienses — estamos falando de 48% dos municípios — possui menos de 5 mil pessoas morando ali. Imagina só! São comunidades onde praticamente todo mundo se conhece, onde o ritmo de vida segue outro compasso, bem diferente do burburinho das grandes capitais.
O Ranking dos Maiores e Menores
No topo do podium, como era de se esperar, está a capital Teresina, disparada na liderança com 878.723 habitantes. A cidade não para de crescer, atraindo gente de todos os cantos do estado em busca de oportunidades. Na sequência, aparecem Parnaíba (153.863), Picos (78.431), Piripiri (63.656) e Campo Maior (47.218) — todas com números bem expressivos.
Agora, no extremo oposto… A menor cidade do Piauí é Santana do Piauí, com apenas 3.817 habitantes. Seguida de perto por São Luis do Piauí (3.830) e Paes Landim (3.833). Lugares pequenos, é claro, mas que guardam uma riqueza cultural e uma identidade própria que muitas metrópoles invejariam.
Um Retrato do Brasil Profundo
Esses números do IBGE não são apenas estatísticas frias. Eles revelam um padrão, um jeito particular de ocupar o território que é muito característico do interior do Nordeste. Enquanto as capitais e alguns polos regionais concentram a população — e consequentemente, serviços, investimentos e empregos —, centenas de municípios espalhados pelo sertão mantêm populações reduzidas.
O desafio, claro, está na oferta de serviços básicos. Como garantir saúde, educação e infraestrutura de qualidade em locais com tão poucos habitantes? A pergunta fica no ar, ecoando pelos sertões afora.
No fim das contas, os números mostram mais do que quantidades — mostram diversidade. O Piauí é assim: um estado de muitos tamanhos, muitos ritmos, muitas realidades. E é justamente essa mistura que o torna tão fascinante.