Wegovy em comprimido: Novo Nordisk solicita autorização da Anvisa para venda no Brasil
A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk deu um passo importante para expandir o acesso ao tratamento da obesidade no Brasil. A empresa protocolou junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de autorização para comercializar a versão em comprimidos do medicamento Wegovy, indicado para o controle do peso. O registro foi formalizado no dia 30 de janeiro, mas até o momento a agência reguladora brasileira ainda não se pronunciou sobre a solicitação.
Como funciona o princípio ativo do Wegovy
O Wegovy tem como base a semaglutida, uma substância que imita a ação do hormônio GLP-1, produzido naturalmente no intestino humano. Esse hormônio é liberado após as refeições e desempenha um papel crucial no controle do apetite, atuando de três formas principais:
- Sinaliza para o cérebro a redução da sensação de fome.
- Retarda o esvaziamento do estômago, prolongando a saciedade.
- Estimula a produção de insulina, facilitando a absorção da glicose pelas células.
Esse mecanismo de ação tem se mostrado eficaz no tratamento da obesidade, uma condição de saúde que afeta milhões de brasileiros.
Aprovação nos Estados Unidos e lançamento da versão oral
A versão em comprimidos do Wegovy, conhecida como Wegovy pill, marcou um avanço significativo no mercado farmacêutico internacional. Ela se tornou o primeiro agonista do GLP-1 em formato oral a receber aprovação para o tratamento da obesidade nos Estados Unidos. A autorização foi concedida pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana, no início de janeiro deste ano.
Nos EUA, a Novo Nordisk iniciou a comercialização com duas doses iniciais: 1,5 miligrama e 4 mg. O preço mensal para pacientes sem cobertura de plano de saúde foi estabelecido em US$ 149, o equivalente a aproximadamente R$ 780. A empresa descreve o cenário como intensamente competitivo, refletindo a dinâmica do mercado americano de medicamentos para obesidade.
Além disso, doses mais elevadas, de 9 mg e 25 mg, estão disponíveis a um custo mensal de US$ 299, cerca de R$ 1,5 mil. A dose de 4 mg sofrerá um reajuste a partir de 15 de abril, passando a custar US$ 199, pouco mais de R$ 1 mil.
Perspectivas para o mercado brasileiro
No Brasil, a situação ainda está em fase inicial. A Anvisa precisa conduzir análises técnicas detalhadas para avaliar a segurança e eficácia do medicamento antes de qualquer decisão. Não há um prazo definido para a aprovação, pois o processo depende do ritmo das avaliações da agência.
Outro ponto crucial que permanece em aberto é o preço sugerido para o mercado brasileiro. A Novo Nordisk ainda não divulgou valores, deixando consumidores e profissionais de saúde aguardando mais informações. A introdução do Wegovy em comprimido no Brasil poderia representar uma nova opção terapêutica para o combate à obesidade, ampliando as alternativas disponíveis no país.



