China realiza 1º transplante de coração com corte de 8 cm, sem quebrar ossos
Transplante inédito na China usa corte mínimo de 8 cm

Um feito histórico na medicina foi realizado por uma equipe de cirurgiões na China. Pela primeira vez no mundo, um transplante de coração foi executado utilizando uma técnica minimamente invasiva, que substitui a abertura total do tórax por um pequeno corte de apenas oito centímetros.

Uma nova era para a cirurgia cardíaca

O procedimento revolucionário marca um contraste radical com o método tradicional de transplante cardíaco. Normalmente, os pacientes precisam passar por uma grande incisão no peito, com abertura do esterno – o osso do tórax – o que implica em dor significativa, maior risco de infecção e um longo período de recuperação.

Neste caso inédito, os médicos conseguiram realizar a delicada operação sem a necessidade de quebrar qualquer osso. A abordagem inovadora foi aplicada em uma paciente de 53 anos que sofria de uma doença cardíaca grave e necessitava do transplante para salvar sua vida.

Benefícios imediatos e recuperação acelerada

Os benefícios da nova técnica, conforme destacado pela equipe médica, são expressivos. A redução da dor pós-operatória é um dos pontos mais relevantes, assim como a diminuição dos riscos inerentes a cirurgias de grande porte. O tempo de recuperação, que costuma ser prolongado, também foi drasticamente encurtado.

A eficácia do método ficou evidente no rápido progresso da paciente. Em um prazo surpreendentemente curto após a cirurgia, ela já apresentava autonomia para se alimentar sozinha e conseguia caminhar, marcos que normalmente levam muito mais tempo para serem alcançados no pós-operatório convencional.

Impacto e futuro da técnica

Este transplante pioneiro, realizado em 16 de janeiro de 2026, representa um avanço monumental na área da cirurgia cardiovascular. A técnica minimamente invasiva promete transformar o protocolo para transplantes de coração, oferecendo aos pacientes uma alternativa menos traumática e com perspectivas de uma volta mais rápida à vida normal.

A conquista coloca a China na vanguarda da inovação cirúrgica cardíaca e deve inspirar estudos e adaptações da técnica em centros médicos ao redor do mundo. O sucesso do caso abre caminho para que procedimentos complexos se tornem cada vez mais seguros e menos invasivos, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes no pós-operatório.