Maranhense com trauma na medula apresenta avanços após tratamento com polilaminina em casa
Maranhense com trauma na medula avança após polilaminina

Estudante maranhense com trauma na medula inicia tratamento domiciliar após aplicação de polilaminina

O estudante de Agronomia Hector Lucena, de 26 anos, natural de Balsas, tornou-se o segundo paciente no estado do Maranhão a receber a polilaminina, um composto experimental destinado ao tratamento de traumas na medula óssea. Após a aplicação realizada no Hospital Alvorada, em Imperatriz, ele retornou para casa e já apresenta pequenas, porém significativas, melhoras em seu quadro de saúde.

Acidente motociclístico e busca por tratamento inovador

Hector perdeu o movimento das pernas após sofrer um acidente de moto em 23 de novembro de 2025. A busca por alternativas terapêuticas levou à aplicação da polilaminina, uma versão sintetizada em laboratório da laminina, proteína crucial no desenvolvimento embrionário que auxilia na conexão neuronal. A cirurgia contou com a presença de um neurocirurgião do Rio de Janeiro e do médico pesquisador responsável pela substância, que vem sendo estudada há mais de duas décadas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"A expectativa é boa. Já tive pequenos avanços, pouco visíveis, mas minha respiração melhorou um pouco e a sensibilidade também. A esperança é sair dessa cadeira de rodas o mais rápido possível", declarou Hector, otimista com os primeiros resultados.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Protocolo de reabilitação e papel fundamental da fisioterapia

A preparação para o procedimento durou quinze dias, enquanto a aplicação em si levou aproximadamente quarenta minutos. Três dias após a cirurgia, Hector recebeu alta hospitalar e iniciou um rigoroso protocolo de reabilitação domiciliar, baseado em sessões frequentes de fisioterapia. Especialistas reforçam que essa etapa é essencial para estimular o corpo a responder gradualmente ao tratamento.

"O procedimento foi bem feito. Já temos pequenos resultados, que para nós são grandes. Temos boas expectativas para ele", explicou Lorivaldo Júnior, fisioterapeuta responsável pelo acompanhamento. A evolução, embora lenta, exige disciplina, constância e paciência por parte do paciente e de sua família.

Família renova esperanças e contexto da polilaminina no Maranhão

Paulo Lucena, pai de Hector, expressou a renovada confiança da família: "A gente está com a esperança lá em cima, porque temos fé em Deus e acreditamos que tudo isso só está acontecendo porque Ele está à frente, abrindo as portas e providenciando tudo. Nós só estamos entrando por onde Ele permite".

A técnica com polilaminina é resultado de pesquisas científicas lideradas pela bióloga Tatiana Sampaio, utilizando a proteína laminina presente na placenta humana para estimular a regeneração neuronal na medula espinhal. Estudos anteriores no Brasil já registraram casos positivos, incluindo um paciente tetraplégico que recuperou movimentos.

No Maranhão, o primeiro paciente a receber o composto foi o policial militar Romildo Leobino, de 46 anos, baleado no pescoço durante uma operação contra o tráfico de drogas em Bom Jardim. Sua cirurgia ocorreu em 11 de fevereiro no Hospital do Servidor, em São Luís, após uma liminar judicial que permitiu a aplicação fora do prazo padrão de 72 horas. Em menos de uma semana, ele já apresentava sinais de melhora, como contrações musculares e retirada da sonda urinária.

O caso de Hector Lucena reforça a importância contínua da fisioterapia e do acompanhamento médico especializado, destacando-se como mais um capítulo na busca por tratamentos inovadores para lesões medulares no estado.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar