Como prevenir o envelhecimento do cérebro: dicas de um neurocientista
Como prevenir o envelhecimento do cérebro

O processo de envelhecimento implica, necessariamente, o envelhecimento do cérebro? Para o neurologista Majid Fotuhi, o declínio cognitivo não precisa ser uma consequência inevitável da idade. Em entrevista à apresentadora Andrea Miller no podcast “Como realmente prevenir o envelhecimento do cérebro (segundo um neurocientista!)”, o especialista afirma que o envelhecimento cerebral não é algo totalmente inevitável com o avanço da idade. Por isso, se você quer se manter intelectualmente ativo ao longo da vida, veja o que esse especialista recomenda. O neurocientista compartilha algumas orientações que podem melhorar a saúde do cérebro e não só.

Manter a atividade física até a velhice

Manter-se ativo mesmo com o envelhecimento do corpo, além de ajudar na saúde física, também traz efeitos diretos para o cérebro, segundo Fotuhi. “Quando você se exercita, o hipocampo aumenta e isso eleva o número de neurônios no corpo. Isso é chamado de neurogênese”, explica. A prática regular de exercícios aeróbicos, como caminhada, natação ou ciclismo, estimula a produção de fatores de crescimento que protegem as células cerebrais e promovem a formação de novas conexões neurais.

Melhorar a qualidade do sono

“O sono é um processo ativo durante o qual o cérebro passa por mecanismos de limpeza e literalmente é ‘limpo’ durante o sono profundo. Quando as pessoas não dormem profundamente ou o suficiente, resíduos se acumulam no cérebro. Esse tipo de ‘lixo’ que precisa ser removido é o amiloide, que é um fator de risco associado à doença de Alzheimer.” Dormir de 7 a 9 horas por noite, manter uma rotina regular e evitar telas antes de dormir são medidas essenciais para garantir um sono reparador.

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Melhorar a alimentação

“Para mim, comida é como um remédio”, diz Fotuhi. O especialista recomenda consumir muitas frutas, vegetais e leguminosas, beber bastante água e evitar fast food. Além de ajudar a reduzir a inflamação no corpo, esses hábitos também reduzem a inflamação no cérebro. Alimentos ricos em antioxidantes, como mirtilos, nozes e folhas verdes, combatem o estresse oxidativo, enquanto ácidos graxos ômega-3, presentes em peixes como salmão, são fundamentais para a manutenção das membranas celulares.

Reduzir o estresse

“O estresse crônico está silenciosamente reduzindo a saúde do cérebro”, alerta o especialista. No entanto, ele afirma que esse é um fator que pode ser controlado com mudanças de hábitos. Técnicas como meditação, ioga, respiração profunda e hobbies relaxantes ajudam a diminuir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, que em excesso danifica o hipocampo e prejudica a memória.

Treinar o cérebro

“O cérebro é como um músculo. Quanto mais você o usa, mais forte ele fica. É literalmente ‘use ou perca’”, afirma Fotuhi. Seja com jogos de tabuleiro, palavras cruzadas, aprendizado de um novo idioma ou instrumento musical, o importante é manter o cérebro ativo e em constante treino. A estimulação cognitiva regular fortalece as redes neurais e cria reserva cognitiva, que pode atrasar o aparecimento de sintomas de demência.

Essas cinco estratégias, quando combinadas, formam uma poderosa abordagem para preservar a saúde cerebral ao longo dos anos. Como conclui Fotuhi, nunca é tarde para começar a cuidar do cérebro.

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