O ministro da Agricultura, André de Paula, anunciou que o Plano Safra 2026/27 para a agricultura empresarial, com início em 1º de julho, contará com mais de R$ 516 bilhões em recursos, superando o montante da safra anterior. A declaração foi feita durante o embarque da primeira carga de uvas sem tarifa para a União Europeia, em Petrolina (PE).
Recursos crescentes
De acordo com o ministro, o governo do presidente Lula tem apresentado Planos Safras com volumes consistentes e expressivos, que vêm aumentando ano após ano. “Não tenho dúvida de que seguiremos avançando. No ano passado foram R$ 516 bilhões e neste ano serão mais”, assegurou.
No Plano Safra 2025/26, foram ofertados R$ 69,1 bilhões para médios produtores pelo Pronamp, R$ 258,6 bilhões para demais produtores e cooperativas, e R$ 188,5 bilhões em CPRs com direcionamento obrigatório. Somando médios e grandes produtores, o total chegou a R$ 516,2 bilhões.
Desafio dos juros
André de Paula destacou que, além do aumento dos recursos, o próximo plano precisa enfrentar a questão das taxas de juros aplicadas nos financiamentos. “A nossa preocupação está também na questão dos juros, porque precisamos fazer com que esses recursos disponíveis caibam no bolso do produtor. As taxas de juros praticadas hoje inviabilizam isso. Queremos ter juros compatíveis, juros de um dígito”, afirmou.
Na safra atual, as taxas variam entre 8,5% ao ano e 14% ao ano para a agricultura empresarial.
Seguro rural fortalecido
Outra prioridade é o fortalecimento do seguro rural para a safra 2026/27. O ministro citou uma “tempestade perfeita” que atinge o setor: preços baixos das commodities, endividamento histórico dos produtores e questões climáticas crescentes. “Portanto, é cada vez mais necessário trabalhar na questão de um seguro rural”, concluiu De Paula.



