Jovens de São Vicente concluem curso de agroecologia e cultura portuária com apoio da APS
Jovens concluem curso de agroecologia e cultura portuária em São Vicente

Jovens de São Vicente se formam em curso que une agroecologia e cultura portuária

Uma cerimônia de formatura marcou a conclusão do projeto INICIA – São Vicente Agora é Porto nesta terça-feira (27), na sede do Instituto Adesaf, em São Vicente. O evento celebrou a conquista de quinze jovens em situação de vulnerabilidade social, que após quatro meses de formação, finalizaram um curso que integra educação socioambiental e aproximação da juventude com a cultura portuária.

Projeto oferece qualificação gratuita com foco em comunidades rurais

Realizado pelo Instituto Adesaf e patrocinado pela Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos do Governo Federal, a iniciativa é voltada para adolescentes e jovens moradores de São Vicente. O projeto priorizou as áreas rurais de Acarau e Paratinga, oferecendo 15 vagas gratuitas para o curso Saúde, Território e Porto: cultivo de plantas medicinais e agroecologia.

Os participantes receberam material pedagógico incluso e uma ajuda de custo de R$ 500,00 para alimentação e transporte. Ao longo da formação, os jovens tiveram contato com conteúdos diversificados, incluindo:

  • Cultura portuária e a história do Porto de Santos
  • Importância econômica do complexo portuário
  • Práticas de agroecologia e cultivo de plantas medicinais
  • Conexões entre saúde, meio ambiente e desenvolvimento local

Experiência transformadora abre portas para o futuro profissional

Para a estudante Elisabeth de Santana, de 18 anos e moradora de Acarau, a experiência representou a aproximação de um sonho antigo. "Fiquei muito feliz com a oportunidade. Estudar em um curso como esse traz muita experiência e abre portas para, futuramente, trabalhar no Porto, como eu já sonhava", afirmou a jovem durante a cerimônia de formatura.

A mudança de percepção sobre o complexo portuário foi um dos principais impactos relatados pelos formandos. Nicolly Oliveira, de 21 anos e residente da Vila Margarida, compartilhou sua transformação: "Hoje, eu vejo como uma cultura. Além de gerar empregos, o Porto tem uma história, um processo de desenvolvimento e muita tecnologia envolvida".

Hallyson Nusa, de 23 anos e também da Vila Margarida, ecoou esse sentimento: "Antes, eu achava que o Porto era apenas um conjunto de empresas para trabalhar. Hoje, entendo que existe uma história muito grande por trás, com famílias que dependem de lá há muitos anos".

Iniciativa vai além da qualificação técnica

Segundo a coordenadora pedagógica Aline Pasquino, o curso buscou ir além da simples qualificação técnica. "O percurso formativo promoveu o conhecimento sobre a cultura portuária e, também, ampliou a compreensão sobre plantas medicinais e agroecologia, fortalecendo o cuidado com a saúde e práticas sustentáveis", explicou a profissional.

A fundadora e diretora-presidente do Instituto Adesaf, Fernanda Gouveia, destacou que a iniciativa está alinhada à missão da instituição. "É mais uma iniciativa que promovemos com foco no protagonismo do jovem e no cuidado com o meio ambiente, que integra a missão do Instituto Adesaf. Agradeço à Autoridade Portuária de Santos por apoiar projetos que investem na juventude e na sustentabilidade da nossa Região", afirmou Gouveia.

Porto como agente de transformação social

De acordo com o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o investimento em projetos como este reforça o papel social do complexo portuário. "Investir em projetos assim mostra que o Porto de Santos vai além da movimentação de cargas; é um agente de transformação social. Um Porto que conecta a riqueza do país precisa garantir que o crescimento do complexo portuário transborde para a comunidade, distribuindo bem-estar e oportunidades", declarou Pomini.

Além da formação técnica, o projeto destacou o acolhimento como uma das ações importantes, criando um ambiente propício para o desenvolvimento integral dos jovens participantes. A iniciativa demonstra como parcerias entre instituições sociais e entidades públicas podem gerar impactos positivos na vida de comunidades vulneráveis, promovendo educação, qualificação e novas perspectivas de futuro.