Mãe celebra renascimento do filho após transplante de rim em Sergipe
Mãe celebra renascimento do filho após transplante de rim

Seis anos depois de acompanhar a luta do filho pela saúde, que foi restabelecida após um transplante de rim, a sergipana Lane Leal vai celebrar o Dia das Mães e o renascimento do filho. Emocionada, ela contou que acompanhou a luta do filho Luiz Alberto Santana, que tinha 22 anos quando os rins entraram em falência.

Uma jornada de superação

“Não foi fácil. Se ele não tivesse a mente no lugar, teria entrado em depressão ou algo pior, mas ele é um menino muito forte. Eu criei ele para ser forte”, disse ao recordar os cinco anos de sessões de hemodiálise de quatro horas, três vezes por semana.

Para acompanhar o tratamento do filho, Lane, que é contadora, precisou frear os negócios e se adaptar à nova realidade. “Eu tinha um escritório, mas precisei levar para dentro de casa para ficar mais perto dele. Psicologicamente e até fisicamente não foi fácil”, afirmou.

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Entre os cuidados com o filho e o trabalho, ela destacou que, além de buscar um doador, outra dificuldade foi o fato de que o estado, na época, ainda não realizava a cirurgia, e ele acabou ficando na fila de transplante na Bahia.

A esperança chega

Em fevereiro deste ano, a notícia de que o Hospital Cirurgia em Aracaju iria realizar o transplante trouxe esperança à família. Foi na segunda-feira de carnaval, a poucos quilômetros do maior cortejo da capital, que Luiz foi transplantado e ganhou uma nova vida.

Ao relembrar de tudo que passou, ele reconhece toda a dedicação da mãe. “No pior momento da minha vida, quando descobri que perdi meus rins, ela seguiu do meu lado. No início da doença em 2020, passei 53 dias internado, e ela era a única pessoa que estava do meu lado todos os dias. Ela não é só minha mãe, é minha amiga, minha inspiração, ela é tudo de mais importante que eu tenho nessa vida”, disse.

Celebração e gratidão

Ainda se recuperando do transplante, Luiz disse que o Dia das Mães será celebrado em casa ao lado da mãe e do irmão. Ele também expressou gratidão à mulher que doou os órgãos, mesmo sem conhecer sua identidade. “Eu sou muito feliz e agradeço a Deus por ter me proporcionado essa oportunidade e também à família da paciente que me possibilitou que isso acontecesse. Eles disseram sim para a doação de órgãos. A quem quer que seja, você não sabe o quanto impactou na minha vida o seu ‘sim’. Muito obrigado, de verdade.”

Sergipe registra aumento no número de transplantes de córnea, e a esperança é que mais procedimentos como o de Luiz possam ser realizados no estado.

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