MS: Nova 'lista suja' inclui 10 empregadores por trabalho análogo à escravidão
MS: 10 empregadores na 'lista suja' por trabalho escravo

MS: Nova 'lista suja' inclui 10 empregadores por trabalho análogo à escravidão

A mais recente atualização do Cadastro de Empregadores, popularmente conhecida como "lista suja" do trabalho escravo, divulgada na segunda-feira (6), trouxe novos nomes de Mato Grosso do Sul. O documento, que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, incluiu dez empregadores do estado nesta edição específica de 6 de abril de 2026.

Casos listados em municípios sul-mato-grossenses

Entre os incluídos, predominam fazendas e empresas ligadas à agropecuária, distribuídas por diferentes municípios. Os casos envolvem:

  • Agropecuária Formosa Ltda, em Bonito (7 trabalhadores)
  • Agropecuária GMS Ltda, em Maracaju (4 trabalhadores)
  • Edmur Miglioli Junior, em Anastácio (3 trabalhadores)
  • Haroldo Henrique Rapozo Luizari, em Porto Murtinho (22 trabalhadores)
  • Jessica Aparecida dos Santos, em Deodápolis (11 trabalhadores)
  • José Domingos Lot, em Paraíso das Águas (16 trabalhadores)
  • Leonice Vilharga de Brito, em Camapuã (1 trabalhador)
  • Luis Alberto de Souza, em Caracol (3 trabalhadores)
  • Marcelo Botassini Ambiental Ltda, em Coxim (10 trabalhadores)
  • Valdir Fernandes Pessoa, em Itaquiraí (7 trabalhadores)

Ao todo, 84 trabalhadores foram encontrados em condições irregulares nesses casos mais recentes no estado. O g1 tentou contato com todos os citados, mas, até a última atualização desta reportagem, alguns não foram localizados e outros não atenderam às ligações.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Estado soma 28 registros ativos na lista

Com a nova atualização, Mato Grosso do Sul passa a ter 28 registros ativos no Cadastro de Empregadores. Os nomes incluem tanto pessoas físicas quanto empresas de diferentes setores, principalmente ligados à agropecuária e ao extrativismo.

As ocorrências estão distribuídas por cidades como Corumbá, Bonito, Maracaju, Caracol, Ribas do Rio Pardo, Porto Murtinho, Anastácio e Dourados. A lista completa traz dezenas de empregadores identificados por códigos, incluindo nomes como Airton de Araujo Gomes, Alberto Junior Pellin, Aparecido Christofolli, Carlos Alberto Tavares Oliva, entre outros, além das empresas e produtores rurais já citados.

O que é a "lista suja" e dados nacionais

A "lista suja" é um documento público divulgado duas vezes por ano pelo Ministério do Trabalho. O objetivo é dar transparência às ações de fiscalização e combater o trabalho análogo à escravidão no país. A inclusão ocorre após processos administrativos concluídos, com garantia de defesa aos empregadores, conforme regras estabelecidas por portaria federal.

Em todo o país, 169 novos empregadores foram incluídos na atualização mais recente, um aumento de 6,28% em relação à lista anterior. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. Os novos registros estão ligados ao resgate de 2.247 trabalhadores em condições de exploração entre os anos de 2020 e 2025.

As atividades com mais ocorrências foram:

  1. Serviços domésticos
  2. Criação de bovinos para corte
  3. Cultivo de café
  4. Construção de edifícios
  5. Preparação de terreno, cultivo e colheita

Por outro lado, 225 empregadores foram retirados da lista após completarem dois anos no cadastro, prazo previsto nas regras. Os estados com maior número de inclusões foram Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraíba. Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com 10 novos registros nesta atualização.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar